O Corpo de Bombeiros e o grupo de brigadistas do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII realizaram um simulado de evacuação na manhã desta quarta-feira (27). A ação foi importante para verificar o tempo de resposta dos trabalhadores da unidade de saúde em caso de incêndio e da viatura dos bombeiros deslocada para a ocorrência programada.

A simulação foi válida para o primeiro andar, onde funcionam os trabalhadores da área administrativa, do laboratório de patologia clínica e do MG Transplantes. Conforme os bombeiros, 72 pessoas foram evacuadas na simulação, saindo do primeiro andar do hospital até o estacionamento da Faculdade de Medicina da UFMG, que fica ao lado, na avenida Alfredo Balena.

Na simulação, houve uma falsa explosão de ar-condicionado, com direito a barulho e fumaça. Os brigadistas tiveram dois minutos para agir: tentar apagar o suposto fogo, acionar o Corpo de Bombeiros e orientar os servidores na evacuação. A explosão aconteceu às 10h em ponto e a viatura do Corpo de Bombeiros acionada às 10h03, levando nove minutos para chegar ao hospital.

De acordo com o tenente Fábio Gomes, do 1º Batalhão do CBMMG, os simulados são realizados em todos os hospitais públicos para garantir que funcionários saibam proceder em um eventual caso real de incêndio. “Os bombeiros estão empenhados em realizar esse trabalho em todos os hospitais públicos para mostrar todos os cuidados que devem ser tomados por brigadistas e funcionários”, afirmou.

Os simulados no João XXIII são realizados anualmente, de acordo com o tenente Fábio. O hospital conta com 352 brigadistas contratados especialmente para cuidar da segurança da instituição, que é o principal pronto-socorro de Minas Gerais.

De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), a instituição conta, diariamente, com 1.200 trabalhadores (entre servidores, porteiros, seguranças, terceirizados da limpeza e do restaurante) e uma média de 600 pacientes.

Vale lembrar que no dia 6 de novembro, uma fumaça que saiu do gerador de energia do João XXIII provocou medo em algumas pessoas que estavam no hospital. Algumas ficaram receosas de que estivesse acontecendo um incêndio no local e saíram do edifício. Na verdade, a fumaça era referente à queima do óleo diesel que alimenta o gerador.

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