A virologista Marta Giovanetti, professora do Programa Interunidades de Pós-graduação em Bioinformática do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG e pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), é uma das sete cientistas brasileiras vencedoras da 16ª edição do Prêmio Para Mulheres na Ciência. A iniciativa tem o objetivo de reconhecer o trabalho das mulheres cientistas, promovendo a igualdade de gênero no campo da pesquisa.

A premiação é fruto de parceria entre a Academia Brasileira de Ciências, Unesco e  L’Oréal Brasil. Cada pesquisadora vencedora recebeu uma bolsa de R$ 50 mil para realizar projetos de pesquisa nas áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática.

Giovanetti é italiana e fez a trajetória acadêmica no país europeu, tendo vindo ao Brasil para trabalhar na Fiocruz. Ela se dedica a atividades de vigilância genômica e ao desenvolvimento de protocolos para a descoberta e monitoramento de vírus emergentes e reemergentes, incluindo o novo coronavírus.

Segundo dados da UFMG, a professora se destacou em novembro do ano passado como "a pesquisadora com o maior número de publicações (26) sobre Covid-19 entre os pesquisadores residentes no Brasil, além de ter sido a cientista com o maior número de citações sobre o tema até aquele momento". Ela reforça a importância do prêmio para a representatividade das mulheres na ciência, onde o espaço é muito pequeno.

"Esse prêmio é sobre não desistir, pois sabemos como é difícil superar a invisibilidade das mulheres na ciência. O ambiente acadêmico é bem complicado, pois nossa carreira depende de sermos reconhecidas pelas nossas contribuições intelectuais. São muitos desafios diários e acredito que dar visibilidade à nossa trajetória profissional é importante para mudar esse cenário", afirma. 

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