A coordenadora do Centro de Apoio Operacional para o Meio Ambiente (Caoma) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), promotora de Justiça Andressa Lanchotti, visitou nessa segunda-feira (28) as estruturas da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em 25 de janeiro deste ano, a barragem da mineradora Vale se rompeu e deixou, até agora, 252 vítimas fatais. O último corpo foi encontrado no dia 19 de outubro e outras 19 pessoas seguem desaparecidas. O trabalho dos bombeiros continua na região.

A visita foi acompanhada pelo secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Luiz Gomes Vieira; pela diretora do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Marília Melo; por representantes da Advocacia-Geral do Estado Lyssandro Norton Siqueira e Grazielle Alves; e pelas equipes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da AECOM.

Visita Brumadinho

A visita passou pela Estação de Tratamento de Águas Fluviais (ETAF) Iracema, pelas estruturas de contenção de rejeitos – Barreiras Hidráulicas 0 e 1 e cortina de estacas-prancha – e pelas barragens B-I e B-VI.

De acordo com o MPMG, o objetivo foi apresentar as estruturas aos representantes da UFMG que integram o Comitê de Assessoramento do Juízo da 6ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias, que foi nomeado perito nas Ações Civis Públicas referentes ao rompimento das barragens da Vale, em Brumadinho. Durante a visita, alguns professores da UFMG tiveram a oportunidade de sobrevoar a área e visualizar todas as estruturas do Complexo Minerário.

Eles também conferiram o andamento das obras que vêm sendo realizadas nas estruturas remanescentes e nas estruturas de contenção que foram construídas após o rompimento das barragens, em preparação do site para o enfrentamento do período chuvoso. Esse trabalho vem sendo acompanhado pelo MPMG por meio dos serviços de auditoria independente prestados pela AECOM, conforme Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre MPMG e Vale no dia 15 de fevereiro de 2019.

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