Motoristas que puderem devem evitar o tráfego no Centro de Belo Horizonte na tarde desta quarta-feira (15). Desde a manhã, estudantes de instituições federais mineiras, que haviam se reunido em vários pontos da cidade, se agruparam e fecharam a circulação na Praça 7, na avenida Afonso Pena, no sentido bairro das Mangabeiras. Por volta das 12h30, o local foi liberado, mas o trânsito segue caótico no Complexo da Lagoinha e em vários pontos da cidade, já que os participantes seguiram para a Praça Raul Soares. 

Uma estimativa feita pelo Sindicado dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (APubh) com apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino dá conta de cerca de 100 mil participantes. A Polícia Militar foi consultada, mas não fez estimativas de público.

Entre os participantes, além dos estudantes, há professores, funcionários de institutos e universidades federais, além de alunos da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). A manifestação está relacionada ao contingenciamento de repasses para a Educação, previsto pelo governo federal. 

Também há atos no mesmo sentido em capitais como São Paulo e Salvador, cidades em que instituições públicas e particulares cancelaram aulas. 

Trânsito

A empresa de trânsito informou que foram implantadas alterações nas linhas do Move que passam pela área hospitalar, no bairro Santa Efigênia, na região Leste, local em que, por volta das 10h, estudantes de medicina da UFMG iniciaram mobilização antes de caminhada até a principal praça da cidade. Foram desviadas as linhas 51 e 66, pela rua Ceará e avenidas Francisco Sales, Brasil, Gonçalves Dias, João Pinheiro e Augusto de Lima.

Ainda segundo a BHTrans, os manifestantes que se mobilizaram no Campus I do Cefet, na Gameleira, na região Oeste da capital e caminharam pela avenida Amazonas, chegaram à Praça da Estação por volta das 10h20 desta quarta. Após mobilização nesse local, o grupo caminha para a Praça Raul Soares. Em seguida, a programação é um ato em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul. 

Acompanhe a situação do trânsito pelo Twitter da BHTrans:


MEC

O Ministério da Educação (MEC) garante que o contingenciamento de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos.

Segundo o MEC, o bloqueio preventivo atingiu apenas 3,4% das verbas discricionárias das universidades federais, cujo orçamento para este ano totaliza R$ 49,6 bilhões. Deste total, segundo o ministério, 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

De acordo com o ministério, 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) são aquelas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.

Bolsonaro

Um vídeo divulgado no Twitter mostra a opinião de Jair Bolsonaro sobre os protestos desta quarta-feira (15) em todo o país: "são uns idiotas", disse o presidente. Veja abaixo:

 


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