Em apenas dez meses, cerca de 10 mil toneladas de lixo foram retiradas dos córregos da capital. Além dos resíduos orgânicos, é possível encontrar restos de construção, pneus, latas, garrafas de plástico, móveis e eletrodomésticos. O balanço, de janeiro a outubro, é da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

A região Norte é recordista em acúmulo de entulho nos cursos d’água. Lá, foram retiradas mais de 2 mil toneladas (veja, abaixo, os números por regional).

Além de degradar os rios, a atitude irresponsável de quem insiste em depositar o lixo em locais inadequados também contribui para inundações e risco de doenças à população do entorno

Para manter os córregos limpos e evitar que transbordem durante as chuvas, a SLU presta serviços de capina e roçada, além da retirada de resíduos e de mato nos leitos dos riachos. Os trabalhos são feitos pelo menos três vezes por ano.

Segundo a chefe do Departamento de Limpeza Urbana da SLU, Erika Santos Resende, é preciso que os moradores deem a destinação correta aos resíduos. “A população precisa se informar dos dias da coleta, para dispor os resíduos nos horários certos”, disse.

Erika também alertou sobre o descarte correto de entulho e móveis, que deve ser feito pela Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes. O serviço prestado pela URPV é gratuito.

Durante as precipitações, o lixo deixado nas ruas, ao ser carreado pela água, entope galerias e redes de captação pluvial, fatores que podem contribuir para a ocorrência de enchentes

Toneladas por regional:

- Barreiro: 566
- Centro-Sul: 918
- Leste: 435
- Nordeste: 340
- Noroeste: 707
- Norte: 2.262
- Oeste: 1.168
- Pampulha: 1451
- Venda Nova: 1.994
- Total: 9.844

Como descartar o lixo corretamente?

Segundo a PBH, o lixo deve ser exposto no passeio, devidamente acondicionado, nos dias e horários determinados pela SLU, com uma hóra de antecedência da passagem do caminhão de coleta. Em vias onde não é possível o trânsito dos veículos ou de garis, os resíduos devem ser colocados em local acessível ao coletor.

Entulhos, madeiras e móveis velhos não são considerados lixo domiciliar e devem ser encaminhados às Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs).

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