Lais Lima, vítima de injúria racial e machismo provocado por um homem desconhecido que a procurou pelo WhatsApp, entregou provas do crime para a Delegacia Especializada de Repressão aos de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas (DECRIN), no Barro Preto, na tarde desta quinta-feira (3). Ela entregou prints das conversas e áudios à polícia, que irá periciar o material para identificar o autor.

Rainha do Carnaval de Belo Horizonte em 2020, Lais foi procurada por um homem, via aplicativo de mensagens, na semana passada. Ignorado, o homem passou a atacá-la, a chamando de macaca e dizendo que ela não passava de um fetiche.

A modelo, de 26 anos, procurou a polícia e lavrou um boletim de ocorrência. O caso ganhou repercussão nacional e Lais acredita que isso pode servir de exemplo para que outras mulheres façam denúncias quando forem passar por situação semelhante. “A importância disso é fazer com que as mulheres ganhem voz, que não se calem perante um assédio ou ao preconceito”, diz.

O caso foi registrado como de injúria racial, mas não foram apenas os xingamentos sobre a cor da pele de Lais que mais a incomodaram. “Para mim foi mais dolorido a questão do machismo, por ele ter me colocado como um pedaço de carne, que ele poderia comprar, do que propriamente a injúria racial. Porque isso é algo que me fere muito”, relata Lais.