O retorno às aulas presenciais em Belo Horizonte acontece a partir desta segunda-feira (3) em meio a incertezas. Na última sexta (30), trabalhadores em Educação da capital mineira decidiram pela manutenção da greve sanitária, deflagrada pelo Sindicato dos trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede). A adesão foi de cerca de 70% dos trabalhadores.

Por isso, a orientação da Secretaria Municipal de Educação (Smed) é para que pais de alunos entrem em contato com as escolas para averiguação das atuais condições para retomada das atividades presenciais. Inicialmente, o retorno às aulas apenas contemplará crianças com idades entre 0 e 5 anos e será facultativo. 

“Nem todas as crianças vão voltar nesta segunda, muitas irão em outros dias da semana porque existe toda uma programação que foi feita pelas escolas em relação aos agrupamentos. As famílias precisam saber quais dias terão atividades. Então é importante que, hoje, nesta segunda, os responsáveis entrem em contato primeiro com a escola para saber como ela está se organizando com esse detalhe do retorno. Aderir a uma greve sanitária é uma novidade para nós muito grande, isso nunca existiu. A gente sabe que é uma questão de foro íntimo de cada professor”, disse a secretária Ângela Dalben em entrevista à rádio Itatiaia.

As atividades presenciais nas instituições de ensino ficaram suspensas por mais de um ano por conta da pandemia do novo coronavírus. O retorno só foi possível 13 meses após a paralisação e, na última segunda (26), professores e servidores foram convocados para retornar ao trabalho presencial de forma escalonada. Para garantir uma retomada segura, as unidades escolares precisam obedecer às regras sanitárias definidas pela prefeitura.

Os protocolos definidos, porém, não garantem segurança por si só, segundo a categoria, que alegou falta de segurança para o retorno às aulas presenciais. Para a diretora do sindicato, Vanessa Portugal, não se pode ignorar que há um descontrole da pandemia na capital, assim como boa parte do país. 

“Não existe condições de garantir que as vão cumprir as regras de segurança, que vão conseguir usar máscara por quase cinco horas e que não vai haver contato entre eles", explicou.

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