Uma greve que estava prevista para começar nesta sexta-feira (6) em todo o Estado está pendente. O motivo é que, após o anúncio da paralisação pelo Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis de Minas Gerais (Sinditanque-MG), o governo de Minas, por meio da Secretaria Estadual de Fazenda, marcou uma reunião com a categoria na Cidade Administrativa para às 15h desta sexta. 

A paralisação dos cerca de 6 mil caminhões que transportam combustíveis aos postos de gasolina de Minas Gerais e também ao aeroporto de Confins poderia afetar o abastecimento nestes locais. A categoria, no entanto, mantém o indicativo de greve e irá decidir após a reunião se irá cruzar os braços. 

Segundo o presidente do Sinditanque-MG, Irani Gomes, a principal reivindicação das transportadoras de combustíveis é a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que até 2011 era de 12% e, atualmente, é de 15%. 

"Continuamos em alerta, mas após a reunião iremos decidir o que fazer dependendo da proposta do governo. A expectativa é que alíquota volte aos 12%", conta. Ainda conforme Gomes, a promessa era de que o aumento durasse pouco tempo, até o governo restabelecer seus caixas.  "Mas, ficou só na promessa e a gente tem brigado desde o governo anterior para que a alíquota volte ao valor que era antes", contou.

A revisão de impostos, incluindo o ICMS, que é responsável por mais de 50% da arrecadação estadual, era uma das promessas de campanha do governador Romeu Zema. Após o presidente Jair Bolsonaro "convocar" os estados a zerarem o tributo, o governador informou que não tem como abrir mão desta receita.

A Secretaria de Fazenda deve se manifestar sobre o assunto após a reunião. Até então, a pasta tem mantido o posicionamento descrito na carta subscrita pelos governos de Minas e de mais 21 estados, ao governo federal, sobre a impossibilidade de abrirem mão do ICMS. Leia, na íntegra, clicando aqui.