Terminou sem consenso, mas com aprovação de algumas propostas, mais uma rodada de conciliação sobre a volta às aulas presenciais, nesta segunda-feira (14), entre a Prefeitura de Belo Horizonte, Defensoria Pública e representantes dos trabalhadores da educação.

"Ao final do encontro foram aprovadas as seguintes propostas: distanciamento mínimo de 1,5 metros, em vez dos dois metros previstos no protocolo, para facilitar a operacionalização das escolas; a adoção de um fluxo de testagem rápida de professores e alunos; o início imediato do Plano Emergencial de Alfabetização na rede pública para crianças de 6 a 8 anos, com grupos de seis alunos, com horário ampliado para quatro horas diárias", informou em nota a defensoria.  

Já possibilidade de retorno das aulas no modelo híbrido, ou seja remoto e presencial, de alunos de 6 a 10 anos será avaliada na quarta-feira (16) pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19.

Ainda segundo a Defensoria Pública, um último encontro para tentativa de acordo extrajudicial foi agendado para a próxima quarta. Se não houver um entendimento, a ação que pede a implantação de ensino on-line ou o retorno seguro das aulas presenciais, ajuizada em 21 de maio, seguirá na Justiça.

A Prefeitura de Belo Horizonte já informou que, a partir de 21 de junho, estudantes de 6 a 8 anos vão voltar às salas de aula na rede pública. Na particular, já está autorizado o retorno de estudantes até 12. O retorno será gradual, com as chamadas "microbolhas", compostas por seis alunos em cada turma, duas vezes na semana.

As aulas para os alunos de até 6 anos em Belo Horizonte voltaram de forma presencial em 3 de maio. Uma semana depois foi a vez das escolas particulares.

Quanto aos estudantes das outras séries ainda não há previsão de retorno, mas o município já divulgou, desde 24 de abril, as regras que as escolas devem seguir na retomada das atividades em creches e escolas de ensinos infantil, fundamental e médio.

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