Pouco mais de dois meses após um grave acidente que deixou duas irmãs mortas em um cruzamento da marginal do Anel Rodoviário, na altura do bairro Suzana, na região Nordeste de Belo Horizonte, a prefeitura da capital (PBH) concluiu a obra que implantou uma rotatória no local. Segundo a BHTrans, o trecho é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que, inclusive, desenvolveu o projeto utilizado pelo município na obra. 

O cruzamento do Anel com a rua Pedro Vicente recebeu uma série de melhorias além da rotatória em si, como nova pintura de solo, novas paradas obrigatórias, novas placas e recapeamento. Além disso, os agentes da empresa de trânsito e transporte passaram o dia orientando os motoristas e monitorando o trânsito no local. 

ROTATÓRIA SUZANA
A rotatória está localizada no cruzamento da marginal do Anel Rodoviário com a rua Pedro Vicente

Ainda de acordo com a BHTrans, o custo total da sinalização implantada no cruzamento foi de aproximadamente R$ 35 mil, valor inteiramente arcado pela PBH. A obra foi feita apenas durante a madrugada, para não prejudicar o trânsito na região, e teve duração de quatro dias. 

A BHTrans foi questionada sobre o tempo que o projeto da mudança - feito pelo próprio Dnit - ficou parado por falta de verba, porém, segundo a assessoria, essa informação só poderia ser repassada pelo próprio órgão federal. A assessoria do Dnit também foi procurada pela reportagem do Hoje em Dia, mas até o momento não se posicionou.

Relembre

O acidente entre um ônibus e um carro de passeio na pista marginal do Anel Rodoviário aconteceu em uma segunda-feira, no dia 14 de outubro deste ano. As duas mulheres que morreram estavam em um Toyota Etios conduzido por um motorista de aplicativo de transporte. Ele avançou em um local com placa de "Pare" e o carro foi atingido na lateral por um ônibus suplementar da linha 80 (Jardim Vitória / Estação Vila Oeste).

As irmãs Liliane e Viviane Soares dos Santos, de 36 e 42 anos, respectivamente, estavam a caminho da casa da mais nova delas, em Belo Horizonte, onde pegariam um carro e buscariam o pai, que tinha acabado de receber alta de uma unidade de saúde onde estava internado. A mais velha das vítimas era cega desde os 2 anos. O motorista foi preso após receber alta, mas acabou sendo liberado após pagamento de fiança. 

Veja o vídeo do momento do acidente: 

Na ocasião, por nota, a Uber lamentou o acidente e declarou que está "se solidarizando com os familiares das vítimas neste momento de dor". Segundo a empresa, todas as viagens feitas pelo app são cobertas por um seguro APP, que cobre acidentes pessoais. Em caso de morte, conforme consta no site da empresa, o seguro é de R$ 100 mil.

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