Seis hospitais foram destacados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) como referência para o tratamento de casos suspeitos de coronavírus em Minas. Nessa terça (4), o Brasil decretou situação de emergência por conta da enfermidade, que já matou 492 pessoas no mundo. No Brasil, até a tarde desta quarta-feira (5), 11 casos suspeitos eram investigados.

O único caso suspeito notificado em Minas, envolvendo uma estudante de 22 anos que esteve em Wuhan, epicentro da epidemia, na China, foi descartado pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, após o decreto do governo federal, o Estado listou as unidades de saúde que ficam de prontidão em caso de novas suspeitas.

Em Belo Horizonte, são duas unidades, o hospital Eduardo de Menezes, no bairro Bonsucesso, na região do Barreiro, e o hospital Infantil João Paulo II, antigo CGP, na região Hospitalar. As outras cinco estão em municípios considerados estratégicos no interior. A escolha dos pontos teve como pré-requisito capacidade de isolamento respiratório dos pacientes, o que é imprescindível para evitar a propagação do vírus.

No Triângulo Mineiro, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia foi designado. No Sul de Minas, os pacientes devem ser levados ao Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre. Na Zona da Mata, os casos serão acompanhados Hospital João Penido, em Juiz de Fora. Na região do Rio Doce, o hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, receberá os encaminhamentos.

Caso surjam casos no Estado, a SES deve alterar a quantidade de hospitais destacados. O Ministério da Saúde, porém, diz que a medida não é necessária no momento.

Minas já possui um plano de contingência em elaboração para possíveis infectados pelo vírus 2019 n-CoV, como o novo coronavírus tem sido chamado. Belo Horizonte já possui um plano, que orienta os médicos a ficar mais atentos a sintomas suspeitos.

Mais de 24 mil casos suspeitos da doença são investigados em todo o mundo, 98% deles em território chinês. Apesar de não haver casos em BH, a Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a tomar os mesmos cuidados de outras doenças respiratórias, como evitar contato próximo com pessoas que estejam com sintomas respiratórios, lavar as mãos com frequência, não tocar olhos, boca e nariz sem higienizar as mãos.

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