Em apenas uma semana, 22 mil novos casos de dengue foram registrados em Minas Gerais, confirmando o status epidêmico de 2019. Até o momento, doze pessoas já morreram no Estado. Os números constam no boletim epidemiológico de monitoramento dos casos, divulgado na tarde desta segunda-feira (15), pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Até esta segunda, 121.699 mineiros foram diagnosticados com dengue. Apesar de estarem acima da média dos anos não epidêmicos, os números 2019 ainda estão menores do que os outros em que houve epidemia. Em 2010, 2013 e 2016, houve explosão maior nos números.

Na semana passada, conforme mostrou o Hoje em Dia, o governo de Minas sinalizou que decretará situação de emergência devido ao alto índice da enfermidade no Estado. Os detalhes sobre o decreto, que ainda não foi assinado pelo governador Romeu Zema (Novo), não foram divulgados.

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Os números confirmam que Belo Horizonte e Tabuleiro, na Zona da Mata, lideram os rankings de diagnósticos. A capital, com 11.454 casos, tem o maior número de infectados de Minas. Já o município do interior tem a maior taxa relativa, com 115 casos registrados até esta segunda, o que representa 3% da população de 3.792 pessoas.

Além da dengue, a SES divulgou balanço dos números de zyka vírus e febre chikungunya, outras duas enfermidades transmitidas pelo Aedes aegypti, mosquito vetor dos três vírus.

Até o momento, Minas registrou 1.228 casos da febre, sendo que 34 deles foram em Santana do Deserto, na Zona da Mata. A cidade é a única com incidência muito alta da doença.

Já o zyka acometeu 465 mineiros este ano, e não há incidência alta ou média em nenhuma localidade. 

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