Uma mulher de 35 anos está internada em Belo Horizonte com suspeita de infecção com o ainda misterioso coronavírus, que já matou 17 pessoas na China. A paciente esteve em Xangai, no país asiático, e chegou a Belo Horizonte no último dia 18 com sintomas de infecção respiratória.

É o primeiro caso tratado como suspeito por um órgão de saúde no Brasil. Contudo, ainda na tarde desta quarta-feira, o Ministério da Saúde contradisse a informação das equipes de saúde mineiras e negou que o caso se enquadre como suspeito da doença.

Desde segunda-feira (20), por indicação da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), os países do continente estão em alerta para o novo tipo de vírus (CoV), que já acometeu 473 pessoas na China e tem casos suspeitos nos Estados Unidos, Tailândia, Coreia do Sul e Japão. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano confirmou a primeira suspeita nessa terça-feira (21), o que motivou o alerta na América.

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu comunicado para que todas as regionais de saúde reforcem a vigilância em torno de sintomas que possam ser da doença. A preocupação se dá pela capacidade de disseminação rápida, principalmente com a chegada do Carnaval, que atrai milhares de turistas em cidades mineiras.

Segundo a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), a brasileira com suspeita de coronavírus havia dado entrada na UPA Centro-Sul, nessa terça-feira, com sintomas típicos de pneumonia, que seriam "compatíveis com doença respiratória viral aguda". O caso foi notificado como suspeito por causa dos avisos dado pela OPAS.

Após o diagnóstico, a mulher foi levada, "em poucos minutos", ao Hospital Eduardo de Menezes, no bairro Bonsucesso, na região do Barreiro. A unidade é especializada em atendimentos de doenças infectocontagiosas e é referência no Estado. Lá, a paciente está em quadro clínico estável, sem sinais de gravidade, segundo informou a Fhemig.

O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Belo Horizonte (CIEVS-BH) monitora a paciente. Aos médicos do Cievs, ela disse que não esteve na região de Wunhan, na China, onde os primeiros casos de contágio foram verificados, no fim de dezembro. A mulher também negou ter tido contato com outras pessoas com sintomas da doença naquele país.

Exames

O caso continuará como suspeito até que haja comprovação de algum tipo de contato com o vírus, diz a SES. A pasta diz que os diagnósticos serão feitos em laboratórios de referências, para as quais foram encaminhadas amostras de sangue da mulher.

Segundo a SES, o hospital Eduardo de Menezes acionou uma espécie de protocolo no qual há isolamento imunológico para diminuir ao máximo riscos de transmissão de vírus.

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