A notícia da autorização para retomada de eventos em BH foi recebida com alívio por profissionais do setor. A partir deste sábado (3), cerimônias e comemorações para até 600 pessoas – sentadas e com máscara –, além de shows, cinemas e teatros, serão liberadas na capital mineira. Para que as atividades ocorram, porém, é preciso que protocolos sanitários sejam seguidos rigorosamente. Entre eles, a obrigatoriedade de testagem de convidados, o que ainda gera insatisfação.

Segundo a PBH, o teste é de responsabilidade do organizador. “É uma luz no fim do túnel e um pouco de coerência. Estavam sendo realizadas festas clandestinas, ônibus estão lotados... Então, não fazia sentido não ter evento. Porém, acho que o objetivo disso (realização de testes) é inviabilizar as festas. Eu não entendi o sentido de um show não precisar de teste e de um evento familiar, sim. Imagina uma festa para 100 pessoas? Se um teste custar R$ 100, seria R$ 10.000 para isso”, disse Daniel Chaim, proprietário de um buffet e casas de festas localizadas na região da Pampulha.

De acordo com o presidente da Empresa Municipal de Turismo (Belotur), Gilberto Castro, o distanciamento também será exigido nos eventos. Caso haja consumo de bebida alcoólica, o público será de, no máximo, 400 participantes, que devem ser colocados em mesas com até quatro pessoas. “Ao contrário dos outros, onde os testes são recomendados, nestes serão obrigatórios. A pessoa precisa estar imunizada 100% ou com o teste PCR, com limite de 72h, ou o teste rápido que pode ser feito no dia”, afirmou. 

Impedidos de realizar eventos desde março do ano passado, quando a pandemia da Covid-19 teve início, empresas e responsáveis pelo setor, tentavam uma liberação por meio da prefeitura. Por isso, mesmo diante das restrições, a autorização também foi comemorada. Em entrevista ao Hoje em Dia, a proprietária de um buffet na capital e diretora social da Associação Mineira de Eventos e Entretenimentos, Virgínia Menezes, considera que a obrigatoriedade da testagem pode impedir a realização de muitas festas, mas acredita que a medida é um avanço para o setor.

“Lutamos muito para essa retomada. Fizemos inúmeras reuniões e sempre tivemos muito respeito e cuidado com a doença. Mesmo com todos os protocolos, o cliente que animar agora, já faz o setor começar a rodar. À medida que os números forem melhorando, talvez ajude um pouco mais. Mesmo com barreiras, acredito que foi uma conquista grande para o nosso setor. Todo mundo quer voltar com segurança. Quando se fala em festa, podem pensar que não estamos nem aí. Mas sempre lutamos por uma retomada com cuidados e protocolos”, garantiu.

Virgínia também entende que muitos podem optar pelo adiamento dos eventos. “Pelo número de exigências, a gente entende que não são todos os clientes que vão querer voltar. Muita gente não ficou tão satisfeita, mas tudo pode ser melhorado e talvez um fluxo grande consiga preços melhores. Estamos correndo atrás. Não é o ideal, mas é o começo, concluiu.

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