Foi absolvido nesta segunda-feira (6) o chefe da segurança de uma boate de Belo Horizonte acusado de ter participado da morte de um fisiculturista  em 2017. Segundo o promotor do caso, o réu não estava no local quando a vítima foi agredida e morta. O réu foi absolvido pelo 3º Tribunal de Júri de BH.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o fisioculturista morreu após uma ação truculenta de seguranças da boate, que teriam flagrado a vítima com drogas. Segundo a denúncia, o jovem se recusou a ser revistado e foi imobilizado, espancado com socos e chutes e estrangulado até a morte.

No júri popular, o promotor de Justiça Cristian Lúcio da Silva disse que o papel do Ministério Público é promover a Justiça e que não havia no processo provas da participação do chefe de segurança no crime. 

O promotor confirmou que, segundo testemunhas, o réu não estava no local quando a vítima foi agredida, motivo que descarta sua participação durante a prática do crime. Ele declarou ainda que, apesar de ser chefe da segurança da boate, o acusado não tinha como controlar a conduta dos outros seguranças que agrediram a vítima.

Três seguranças já foram condenados pela morte do fisiculturista. As penas de prisão de cada um variam de 11 a 15 anos em regime fechado. Será julgado ainda um último acusado de participar da agressão e do assassinato do jovem.

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