O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou na tarde desta quarta-feira (27) que a reabertura gradual do comércio está sendo analisada pelo Comitê de Enfrentamento da Pandemia.

"Eu acredito que, se Deus ajudar, a gente vai começar a pensar nisso semana que vem. Nós já estamos com uma reunião marcada para amanhã e uma para sexta-feira", disse o prefeito.

Por decreto, desde 11 de janeiro apenas as atividades essenciais podem funcionar na capital mineira. A decisão foi tomada por causa do avanço de casos da Covid-19. 

Em entrevista coletiva após a eleição da nova diretoria da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), o prefeito fez referências à situação de Manaus, no Amazonas, que enfrenta uma grave crise no abastecimento de oxigênio. “Agora não é questão de CTI ou intubação. Agora não tem oxigênio. Estamos chegando à praia. A vacina realmente está chegando. Não tem que se enganar que tem que vacinar a população toda não. Quando tirarmos, dos hospitais, o pessoal de risco, e os profissionais de saúde e idosos estiverem vacinados, vamos cair, como o mundo está mostrando, cerca de 60% no número de casos”, afirmou Kalil.

Os três indicadores de monitoramento da pandemia seguem em queda pelo segundo dia seguido em BH. Segundo dados do boletim epidemiológico divulgado nessa quarta (26), o número médio de transmissão por infectado, o RT, caiu pelo sétimo balanço consecutivo. Com isso, o índice está em 0,97, na fase controlada da escala de risco. A ocupação de leitos de UTI está em 80%, ainda na zona de alerta. O indicador caiu seis pontos percentuais em comparação ao boletim anterior. Vagas de enfermaria, têm 62,5% de ocupação.

"Acontece que os pacientes estão rodando dentro dos hospitais, desocupando leitos de enfermaria e ocupando de unidade intensiva. Mas a queda já aconteceu." concluiu o prefeito.

O município tem 86.469 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus e 2.215 pessoas já morreram.