A partir do próximo mês, o Executivo mineiro vai incorporar o terceiro abono ao vencimento básico de 254 mil servidores da educação básica. O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema (Novo) nesta sexta-feira (15), quando é comemorado o Dia dos Professores.

Dentre os profissionais beneficiados, quase 87 mil são ativos e 167 mil são inativos. A incorporação é prevista em lei e vai implicar em impacto financeiro mensal de R$ 14,5 milhões, sendo R$ 4,5 milhões na folha de pagamento dos ativos e R$ 10 milhões na dos inativos.

O ganho por servidor depende do posicionamento na tabela de vencimento. Os com maior tempo de serviço na carreira, normalmente, terão ganho maior.

Para o governador Romeu Zema, a medida é mais uma forma de valorização do servidor e sinal de recuperação financeira no Estado. “Equilibrando as contas e arrumando a casa, estamos tirando Minas do vermelho, pagando o salário em dia, quitando férias-prêmio atrasadas e, agora, garantindo um benefício importante àqueles que dedicam a vida para educar milhões de mineiros”, destacou.

De acordo com o diretor estadual do Sind-UTE/MG, professor Paulo Henrique Santos Fonseca, a medida é uma conquista para a categoria, possível por meio de lutas da classe e recursos conseguidos na Assembleia Legislativa. "O abono é parte do acordo do sindicato com o governo estadual em 2015. Ele não vinha sendo incorporado, mas estava no contra-cheque desde 2017. O salário da categoria não muda no momento, mas é uma conquista importante pra nós, graças a um recurso da Comissão de Educação, Ciências e Tecnologia da Assembleia", explica.

O pagamento de férias-prêmio atrasadas, comentado pelo governador, vai regularizar a situação de aproximadamente 25 mil servidores, com escala mensal de pagamento até dezembro de 2022. Segundo o Governo do Estado, "do total devido (R$ 7 bilhões), já foram pagos R$ 4,9 bilhões (70%) - valor que corresponde a 22 das 33 parcelas previstas no acordo, depositadas sempre no último dia do mês".

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