Além de ser considerado o maior já feito até o momento, com expectativa de participação de 19 mil pessoas, o simulado de emergência após rompimento de barragens de mineração em Itabira, na região Central do Estado, programado para ocorrer às 15h deste sábado (17), também servirá para testar um aplicativo de orientação em caso de desastres. 

Trata-se da primeira versão do app "Alerta de Barragens", que foi desenvolvido pela Vale Digital Solutions em parceria com a Defesa Civil Estadual. De acordo com a empresa, o programa apresenta rotas de fuga, pontos de encontro e locais seguros a partir do sistema de navegação GPS. O aplicativo é gratuito e, por enquanto, está disponível apenas para dispositivos Android. 

Alerta de Barragens

 

O app

- O usuário faz o download, gratuito, na Google Play; 
- Assim que é aberto, o app identifica a localização da pessoa;
- Em seguida, há duas opções de interação: se a pessoa estiver numa Zona de Autossalvamento (ZAS), o app indica qual é a rota de fuga para o ponto de encontro mais próximo;
- Já se o usuário se encontrar fora da ZAS, o app avisará que a pessoa está em área segura. 

Segundo a empresa, o aplicativo, que está em primeira versão de teste, funciona apenas para o município de Itabira.

O simulado

O simulado de rompimento de barragens ocorrerá às 15h deste sábado (17), e será realizado pelas defesas civis Estadual e Municipal, Prefeitura de Itabira e Vale, com o apoio das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. 

Segundo a Vale, a atividade, de caráter preventivo, envolverá aproximadamente 19 mil pessoas de mais de oito mil imóveis, localizados em 27 bairros do município. Essas áreas estão nas Zonas de Autossalvamento (ZAS) das barragens Itabiruçu, Conceição, Rio de Peixe, Sistema Pontal e Cambucal l e ll, e Zonas de Segurança Secundária (ZSS) urbana de Itabiruçu e Conceição. Empregados da mina Conceição, que estiverem trabalhando no dia e horário do simulado, também participarão do exercício.

Como será

Com o objetivo de orientar a população sobre como proceder em caso de emergência de barragem, o simulado começará com o acionamento de sirenes com mensagem de voz informando sobre a simulação de emergência com barragem.

Assim que esse acontecer, a população deverá, então, se dirigir para um dos 96 pontos de encontro que serão montados em áreas seguras, fora das ZAS. Segundo a Vale, cerca de 4 mil profissionais estarão envolvidos na organização e condução do evento.

O simulado faz parte do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) e do Plano de Contingência e Evacuação de Itabira, esse último elaborado por uma equipe multidisciplinar formada por representantes das defesas civis Estadual e Municipal, Prefeitura de Itabira, Vale, polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Ministério Público de Itabira.

Para a realização do simulado, algumas estradas serão fechadas no dia 17, das 15h às 16 horas

ZAS e ZSS

De acordo com a mineradora, uma ZAS é a região à jusante da barragem, cuja distância pode ser considerada em cerca de 10km ou o tempo de chegada da onda, no caso de rompimento, for de 30 minutos. Já a Zona de Segurança Secundária (ZSS) é a área posterior à ZAS.

Sobre as barragens

A Vale possui 15 barragens em Itabira cadastradas na Agência Nacional de Mineração (ANM). Segundo a empresa, elas são caracterizadas entre estruturas de rejeitos e de sedimentos, construídas de acordo com as normas de projetos de barragem e de engenharia.

Conforme determina a portaria DNPM 70.389/2017, 11 dessas barragens devem contar com Planos de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBMs), cujos documentos foram atualizados e protocolados na Prefeitura e Defesa Civil Municipal em julho de 2018, na Defesa Civil Estadual em agosto de 2018 e Defesa Civil Federal em setembro de 2018.

Ainda segundo a empresa, além do PAEBM, todas as estruturas, com exceção de Pontal (que está em nível 1 do PAEBM), possuem declarações de estabilidade aplicáveis. Por fim, segundo a mineradora, todas as barragens passam por constantes auditorias externas e independentes. A Vale também afirma que realiza inspeções e monitoramentos regulares de suas estruturas.

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