Já são 12 as denúncias de importunação sexual contra um médico ginecologista, de 76 anos, do Hospital da Mulher e Maternidade Santa Fé, no bairro Horto, na região Leste de Belo Horizonte. O número foi confirmado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5). 

O primeiro caso surgiu no dia 27 de novembro e a investigação já foi concluída, sendo o profissional indiciado pelo primeiro crime. O caso agora encontra-se sob tutela do poder judiciário. 

O médico que alega inocência chegou a ser preso, mas deixou a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de BH, no dia 29 de novembro, após pagar fiança. A defesa declarou, na ocasião, que não havia elementos suficientes para manter o ginecologista detido.

O crime de importunação sexual tem pena prevista de 1 a 5 anos de reclusão.

Entenda

As acusações contra o médico vieram à tona depois que uma jovem, de 22 anos, contou que foi assediada pelo profissional. O ginecologista teria dito: "Ei loirinha, deu química" e "toda loirinha gosta de um negão", fazendo referência ao namorado dela, que estava no local. 

Após iniciar a consulta, o idoso teria feito um exame de toque na vítima, momento em que chegou a dizer "que periquitinha quente". Depois disso, ela teria se levantado. O ginecologista, em seguida, teria segurado ela pelo braço, tentando beijá-la. O suspeito pediu então que a vítima ligasse para marcar uma nova consulta, completando que só ele cuidaria dela.

Depois da primeira denúncia, 11 outras surgiram e os depoimentos devem constar no segundo inquérito, que foi aberto contra o médico.

Por nota, o Hospital da Mulher e Maternidade Santa Fé informou que afastou o médico das atividades imediatamente após tomar conhecimento das denúncias. "Com o desdobramento legal do caso até o momento, o hospital suspendeu por tempo indeterminado todas as atividades do profissional (consulta, plantão e cirurgias)", diz o texto. 

Ainda conforme o hospital, se as denúncias ficarem comprovadas, a instituição cumprirá o que determina o regimento interno, que pode levar à expulsão definitiva do médico dos quadros do hospital. "Além disso, ato administrativo da comissão de ética enviará relato ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) para as medidas cabíveis no âmbito profissional. Ressaltamos que o hospital não prejulgará o profissional, tendo seu afastamento até o momento caráter preventivo", completa. 

Por fim, o hospital disse que reitera o compromisso "escrito em nosso nome", de total respeito e cuidado à mulher. 

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