Em apenas sete dias, Minas Gerais registrou alta de 40% no número de casos confirmados de sarampo. Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais mostra os diagnósticos da moléstia no Estado saltaram de 13 para 18. Outros 288 casos suspeitos estão sendo investigados.

Conforme a pasta, a doença já foi confirmada em Belo Horizonte, Contagem, Betim, Uberlândia, Juiz de Fora e Pedralva. A cidade mineira com mais registros é Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 10 confirmações. "Estes casos foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, isto é, apresentaram sinais e sintomas característicos da doença e têm histórico de contato direto com o caso de sarampo confirmado", explicou a secretaria. A ameaça de surto da doença neste ano já é a maior em Minas Gerais nos últimos 20 anos.

Por se tratar de uma doença altamente contagiosa, somente nessa terça (10) quatro postos de saúde de Belo Horizonte tiveram que interromper o atendimento após receberem pacientes com suspeita de sarampo. Além disso, no mesmo dia, o Pronto-Socorro do Hospital Mater Dei também teve que suspenser seus atendimentos entre as 21h30 e 1h devido a um caso suspeito de sarampo na unidade. Mas a Rede Mater Dei informou que, nesta quarta (11), os atendimentos em todas as unidades já funcionam normalmente. 

Já entre os dias 21 de agosto e 9 de setembro, o procedimento de suspender atendimentos teve de ser adotado em outras 40 ocasiões em postos e UPAs da capital. A medida atende ao protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, que determina o bloqueio vacinal e desinfecção das unidades têm caráter preventivo diante de uma suspeita de diagnóstico do sarampo. A suspensão temporária do atendimento dura, em média, duas horas.

Sobre a doença

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença começa inicialmente com febre, manchas avermelhadas pelo corpo, sintomas respiratórios e oculares. Também incluem tosse, coriza, rinite aguda, conjuntivite, fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). 

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode se manter em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.