Após um grupo de pediatras, psiquiatras e neurologistas de Minas Gerais solicitar, na última semana, o retorno às aulas presenciais no Estado, a Sociedade Mineira de Pediatria (SMP) divulgou nota, nesse sábado (5), em que diz não ser factível marcar datas para o retorno parcial às atividades, devido à pandemia.

Dentre os parâmetros sugeridos pela SMP - e que indicariam que o retorno presencial não poderia acontecer agora - está a média de novos infectados nos últimos 14 dias. Os números deveriam ficar abaixo de 20 (casos) por 100 mil habitantes - o que não é observado, por exemplo, em Belo Horizonte.

Na última sexta-feira (4), depois de quase três meses no indicador verde, a ocupação de leitos de terapia intensiva com pacientes infectados passou de 50% na capital mineira. Na tentativa de reduzir a circulação do coronavírus na cidade, o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes, inclusive, estará proibido a partir desta segunda (7).

Testes positivos

A SMP também considera primordial um índice inferior a 5% de RT-PCR (o teste do cotonete) positivos nos últimos 14 dias, além de as escolas se adequarem a cinco estratégias de disseminação, tais como uso correto de máscara, distanciamento social, etiqueta respiratória e de higiene das mãos, limpeza e desinfecção e rastreamento de contatos.

A nota da SMP afirma que a "tomada de decisão sobre 'quando e como abrir as escolas com segurança' é de responsabilidade dos gestores públicos dos estados e municípios, analisando riscos e benefícios de cada comunidade". O comunicado diz, ainda, que as decisões devem estar norteadas por evidências científicas e contextualizadas às condições vigentes.

Confira, a nota, na íntegra publicada no site da instituição.

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