O soldado preso na sexta-feira (21) em operação da Polícia Civil que apura o assassinato de um vereador de Funilândia fugiu do 41º Batalhão da Polícia Militar, no Barreiro, em Belo Horizonte, onde estava detido, na tarde desta quarta-feira (26), e já foi recapturado por militares da própria corporação. 

A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que afirmou estar investigando as circunstâncias da fuga do soldado.

“O militar, que havia sido preso na última sexta-feira (21), responderá também pelo crime militar relativo à evasão e já se encontra à disposição da Justiça Militar, em aquartelamento próprio. A PMMG esclarece ainda que as circunstâncias que ensejaram a evasão estão sendo apuradas”, afirmou a corporação por meio de nota.

Investigação

O soldado, um ex-policial penal (agente penitenciário) e outros dois suspeitos foram presos na operação realizada pela Polícia Civil, na manhã de sexta-feira (21), para investigar o assassinato de Hamilton Dias de Moura, vereador da cidade de Funilândia, ocorrido em julho, na avenida Amazonas, em Belo Horizonte.

Como a investigação corre em segredo de Justiça, a delegada do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não informou detalhes sobre os suspeitos e qual seria a motivação para o homicídio.

Ela confirmou apenas que foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão na capital mineira, em cidades da Grande BH e do Centro-Oeste de Minas. Um dos mandados foi cumprido no gabinete do vereador Ronaldo Batista de Morais (PSC), na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O parlamentar foi presidente do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transportes de Cargas de BH e Região (STTRBH), enquanto Hamilton era diretor do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transportes de Cargas e Logística de BH e Região (Simeclodif).

A assessoria do vereador de BH negou que o parlamentar tenha relação com o homicídio. “Esclarecemos que operação desencadeada na manhã desta sexta-feira não tem o vereador Ronaldo Batista como alvo principal. A investigação está em segredo de Justiça, mas não causa nenhum receio ao vereador que está tranquilo quanto à apuração dos fatos e contribuindo com as investigações”, afirmou por nota.