A possibilidade de que a paciente mineira de 22 anos internada com sintomas semelhantes aos de coronavírus pudesse ter alguma de outras nove doenças respiratórias foi descartada. Em observação na área de isolamento do Hospital Eduardo de Meneses desde o último dia 28, ela passou por exames para constatar se estaria com Influenza A ou B, Adenovírus, Bocavírus, metapneumovírus, parainfluenza 1, parainfluenza 2, parainfluenza 3 ou vírus sincicial respiratório. Os resultados deram negativo para essas doenças. 

Já os demais exames, incluindo o específico para coronavírus, ainda estão sendo processados, conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O Ministério da Saúde, que investiga o caso da estudante mineira e mais outros oito casos suspeitos no país, havia estimado que o resultado do exame que pode identificar a incidência do coronavírus na paciente mineira ficaria pronto nesta sexta-feira (31)

A estudante viajou para a cidade de Wuhan, na China, no período de 29 de agosto de 2019 a 24 de janeiro deste ano. O estado de saúde dela é estável. 

Até essa quinta-feira (30), segundo a Organização Mundial de Saúde, haviam sido confirmados 8.235 casos do novo coronavírus (2019-nCoV) no mundo. Destes, 8.124, o que corresponde a 98,7% do total de casos, foram notificados pela China.  

Já a SES-MG reitera que os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados em até 24 horas ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) por telefone ou por e-mail. São tratados como casos suspeitos aqueles de pessoas que tenham febre e/ou sintomas respiratórios, e que nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas, tenha história de viagem para a área de transmissão local ou que tenham tido contato próximo com casos suspeito para coronavírus conforme situações detalhadas a seguir. 

Para quem está em Belo Horizonte, os contatos do Cievs-BH são (31) 3277-7768 e cievs.bh@pbh.gov.br, já para moradores de outros municípios mineiros, os contatos do Cievs-MG são (31) 3916-0340 e notifica.se@saude.mg.gov.br. 

Confira, abaixo, os detalhes sobre cada situação que se encaixa como caso suspeito de coronavírus em Minas; as informações são da SES-MG:

Situação 1: Febre* E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E histórico de viagem para área com transmissão local**, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas;

Situação 2: Febre* E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E histórico de contato próximo*** de caso suspeito para o coronavírus (2019-nCoV), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas;

Situação 3: Febre* OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E contato próximo*** de caso confirmado de coronavírus (2019-nCoV) em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

*Febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, os extremos de idade, imunossuprimidos ou indivíduos que tenham utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração e a decisão deve ser registrada na ficha de notificação.

** Definimos como transmissão local, a confirmação laboratorial de transmissão do 2019-nCoV entre pessoas com vínculo epidemiológico comprovado. Os casos que ocorrerem entre familiares próximos ou profissionais de saúde de forma limitada não serão considerados transmissão local. As áreas com transmissão local serão atualizadas e disponibilizadas no site do Ministério da Saúde, no link: saude.gov.br/listacorona.

*** Contato próximo é definido como: estar a aproximadamente dois metros de um paciente com suspeita de caso por novo coronavírus, dentro da mesma sala ou área de atendimento, por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual (EPI). O contato próximo pode incluir: cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver usando o EPI recomendado.

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