A Prefeitura de Belo Horizonte ampliou as atividades presenciais do ensino infantil e fundamental. A partir de agora, crianças de 0 a 5 anos poderão frequentar as escolas todos os dias, por um período máximo de oito horas. O mesmo vale para alunos até o 9º ano - 14 anos -, que terão a carga horária a ser definida pelas instituições.

A condição imposta pela PBH é os colégios respeitem o distanciamento de dois metros entre os estudantes nas salas de aula. A flexibilização foi anunciada nesta sexta-feira (18) pelo Secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, e as mudanças passarão a valer após a publicação de um decreto, prevista para este sábado (19).

Na segunda-feira (21), está previsto o retorno dos estudantes da rede municipal entre 6 e 9 anos. Aos poucos, a gestão vai liberar aqueles entre 10 e 14. Por outro lado, nas particulares, está autorizado a retomada de todo o fundamental.

De acordo com o chefe da pasta, para a volta às aulas, foram levados em conta diversos parâmetros que monitoram a situação da Covid-19 na capital mineira. O principal deles, o chamado matriciamento de risco - que está na casa dos 75%.

“É calculado todas as semanas. Pode ser que na semana que vem, se a vacinação prosseguir, o valor esteja mais alto, e seja permitido o retorno de idades mais além. Pode ser, também, que esteja menor, e que tenhamos que voltar atrás. Ele determina o que será feito na cidade", explicou.

O secretário ressalta que as instituições de ensino não são obrigadas a aderir à medida imediatamente. No entanto, o retorno só será permitido caso as unidades tenham capacidade de cumprir o protocolo. Fica a cargo das escolas estabelecer o tempo de permanêcia das crianças e adolescentes nas salas e a frequência das atividades.

 “As escolas, com certeza, vão ter que se adaptar e fazer as contas, ver quantos alunos podem ficar na sala. Se o tamanho da sala permitir, todos os alunos poderão ir, desde que seja mantido o distanciamento de dois metros”, afirmou Jackson.

Além disso, ele explicou que existe uma recomendação da PBH que os colégios façam um revezamento de 50% dos alunos. "Não é obrigatório que seja feito isso, assim como não é obrigatória a ida à escola. É uma decisão dos pais”, disse o secretário.

O planejamento da PBH indica que o ensino médio poderá voltar às atividades no segundo semestre deste ano. “Se a vacinação progredir, temos a esperança de que venhamos a conseguir, em agosto, talvez. Se conseguirmos vacinar toda a população, volta tudo”, finalizou.

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