Do total de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas em Belo Horizonte, 240 mil foram destinadas a pessoas que não moram na capital mineira, informou o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, nesta sexta-feira (18). Ao todo, os postos de imunização já disponibilizaram 1,3 milhão de unidades aos grupos prioritários. 

“Estou dizendo isso porque Belo Horizonte não está brigando com outras cidades por vacinas. Está solicitando ao governo do Estado que assuma um papel proativo, no sentido de buscar no Ministério da Saúde, já que o governador é aliado do presidente da República”, disse, em entrevista coletiva.

De acordo com o chefe da pasta municipal, a imunização de não residentes de BH implica diretamente na ocupação de leitos, já que 35% das vagas de UTI Covid e 25% das enfermarias foram utilizadas por cidadãos de fora da metrópole. 

“Isso significa que, quando a gente vacina pessoas de outras cidades, a ocupação de leitos de UTI e enfermaria em Belo Horizonte também cai. É interesse que pessoas de outras cidades também sejam vacinadas. Não estamos competindo por vacinas, o que nós queremos é que o governo vá a Brasília e reivindique mais vacinas para Belo Horizonte”, completou.

Além disso, Jackson afirmou que BH é a capital brasileira que menos recebe quantitativo de vacinas do governo estadual, apesar de ter 12% da população de Minas. Ao todo, a administração municipal já aplicou a primeira dose em um milhão de pessoas, sendo que 413 mil receberam o reforço.

Denúncia

O secretário informou, ainda, que enviou um ofício aos órgão federais denunciando uma suposta distorção na distribuição dos kits para intubação. De acordo com Jackson, enquanto São Paulo e Mato Grosso do Sul (Estado com menos leitos de UTI que Minas) receberam 1,6 milhão de unidades, o território mineiro recebeu pouco mais de meio milhão.

“Isso é um absurdo. E o que o governo do Estado fez para proteger o povo de Minas Gerais? Belo Horizonte está assumindo esse papel de reivindicar já que o governo não o faz. Alguém tem que ir lá reclamar”, finalizou.

Procurada pela reportagem do Hoje em Dia, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) ainda não se posicionou sobre o pronunciamento de Jackson Machado.

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