Para assistir a todas as partidas de futebol do time do coração diretamente do estádio em um mês, o torcedor de Belo Horizonte pode precisar desembolsar pelo menos R$ 600 em testes para a Covid-19. Em 30 dias, Atlético e Cruzeiro vão jogar na capital quatro vezes cada.

Nesta terça-feira (27), a prefeitura liberou a presença do público com 30% de ocupação das arquibancadas, mas sem a venda de bebidas alcoólicas. O Hoje em Dia fez um levantamento em laboratórios e farmácias da cidade para saber o preço dos exames e quanto será necessário gastar para ir aos jogos. 

Ao entrar no estádio, é necessário apresentar, além do ingresso, um exame PCR ou de antígeno com resultado negativo (o teste rápido), que custam entre R$ 260 e R$ 360; e R$ 150 e R$ 195, respectivamente. 

Portanto, em um mês, se o mais fanático torcedor optar por comparecer em todos os compromissos do clube, ele teria que gastar R$ 600 - isso se fizer o teste mais em conta. Se quiser levar acompanhantes, o custo é ainda maior, já que a quantia é calculada por pessoa.

Além disso, há de se considerar o valor do ingresso. No clássico entre Atlético e Cruzeiro, última partida com mando de campo de Galo com público, disputado em 7 de março do ano passado, o bilhete mais barato custou R$ 20 (inteira).

No caso da Raposa, o último jogo com a presença do torcedor aconteceu quatro dias depois. Na ocasião, a equipe recebeu o CRB pela Copa do Brasil. A entrada mais barata foi R$ 30 (inteira).

“Vai ter que levar, no dia do jogo, o ingresso e o resultado de seu teste negativo para a doença. A falsificação de resultado de exames é crime e será contemplada como tal”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto.

A regra é válida até para aqueles que já tomaram a segunda dose da vacina contra o coronavírus. A ideia é evitar aglomerações na hora de checar o cartão de imunização daqueles que foram protegidos. 

“Os testes de farmácia serão aceitos desde que venham com o papel timbrado e identificando quem o fez, com a assinatura do profissional responsável”, acrescentou o gestor. 

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