Trabalhadores da Cemig entram em greve a partir desta segunda-feira (29). De acordo com o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro), o movimento se opõe à atual gestão da empresa e à intransigência na negociação de acordo coletivo de trabalho.

Em nota, o Sindieletro afirma que a Cemig se negou a conversar sobre temas relevantes para os trabalhadores e que a paralisação acontece por tempo indeterminado. Os serviços indispensáveis ao atendimento à população, no entanto, serão mantidos.

Entre as pautas do movimento grevista, destaque para críticas à atual gestão da empresa. Segundo o sindicato, os diretores trabalham para “desmontar” a estatal e acelerar o processo de privatização.

Vantagens aos diretores, incluindo almoço com custo avaliado pelo sindicato em R$ 350, também estão entre as críticas à alta cúpula da Cemig.

No anúncio da greve, os trabalhadores endossam o apoio incondicional à CPI da Cemig e defendem o afastamento do presidente Reynaldo Passanezi Filho até o fim das investigações em curso na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Procurado pelo Hoje em Dia, o coordenador-geral do Sindieletro, Emerson Andrada, afirma que uma audiência de conciliação acontece já na tarde desta segunda (29) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Ainda não há informações sobre a reunião.

Em nota, a Cemig afirma que o Sindieletro recusou a proposta de reajuste superior a 11% que incidiria sobre salários e benefícios como vale-refeição e auxílio educação.

De acordo com a empresa, a paralisação é mínima e não oferece prejuízo operacional. Segundo a Cemig, 13 dos 16 sindicatos que representam os trabalhadores da companhia aceitaram a proposta de reajuste.

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