Após reunião nesta quinta-feira (22), os trabalhadores da rede municipal de educação de Belo Horizonte deliberaram pela realização de uma greve sanitária a partir da próxima segunda-feira (26). Na capital, as aulas da Educação Infantil estão programadas para retornarem em 3 de maio.

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública (Sind-Rede BH), a paralisação com início uma semana antes do retorno ocorre devido ao anúncio da Secretaria Municipal de Educação (Smed) de que as Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) reabrirão na segunda-feira (26) para preparação presencial para a chegada dos alunos no próximo mês.

"Os trabalhadores discordam do retorno presencial, por isso a greve sanitária prevê a continuidade do atendimento remoto. Segundo os trabalhadores, o retorno presencial neste momento de descontrole da pandemia é descabido, pois não há como garantir o cumprimento dos protocolos de forma a garantir a segurança das crianças e trabalhadores", informou a entidade, em nota.

De acordo com o Sind-Rede BH, não há como garantir o uso correto de máscara pelas crianças por quatro horas, o acompanhamento das refeições em uma distância segura, que as crianças fiquem restritas às células determinadas, sem contato com outras crianças, nem que elas chegarão com as roupas higienizadas. Além disso, eles temem pelo controle de sintomas e aferição de temperatura de forma correta e segura.

Outro ponto que os trabalhadores chamam a atenção é que, apesar das evidências indicarem um menor risco de contaminação e transmissão pelas crianças, esse risco existe e não pode ser ignorado, "principalmente em um momento em que a taxa de pessoas contaminadas por 100 mil habitantes é 20 vezes superior à meta estabelecida pela prefeitura em novembro de 2020", afirmou o sindicato.

O Sind-Rede BH também informou que, além da greve sanitária, os trabalhadores farão um ato público às 12h desta sexta-feira (23), em frente à prefeitura, no Centro. Conforme a entidade, para evitar aglomerações, o ato ocorrerá por representação, respeitando o distanciamento social e com uso obrigatório de máscaras.

Em nota, a Smed informou que respeita a posição da entidade sindical, mas declarou que a decisão de adesão é de cada servidor.

"Aguardaremos dia 26/04 para conhecer a decisão de cada um, ao serem convocados para a escola e lá conhecerem todos os protocolos de segurança implantados. Acreditamos que a preparação e o esforço de cada escola, considerando as orientações da Smed, viabilizará a acolhida segura e confortável de todos", informou.

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