A tragédia ocorrida em Brumadinho, na Grande BH, após o rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão, completa 200 dias nesta segunda-feira (12). Mais de seis meses após o desastre, que provocou a morte de 248 funcionários da Vale e moradores da região, 22 pessoas continuam desaparecidas.

As buscas na região devastada pela enxurrada de lama prosseguem com a atuação de 140 militares do Corpo de Bombeiros e dois cães farejadores. A corporação informou que não há prazo para encerrar os trabalhos no local. A operação de busca já é a mais longa registrada em todo o país.

Mesmo com todo o empenho dos militares, que se dividem em duas frentes de trabalho e utilizam mais de 180 máquinas para auxiliar a localizar os corpos dos desaparecidos, há quase 40 dias nenhum cadáver é encontrado em Brumadinho. De acordo com a Defesa Civil de Minas, o último corpo retirado da lama e identificado pela Polícia Civil foi em 6 de julho.

Em Mariana, na Região Central de Minas, onde uma barragem da Vale também se rompeu, em 2015, o corpo de uma vítima nunca foi localizado.

Desastre

A barragem Mina Córrego do Feijão, localizada a 57km de Belo Horizonte, rompeu-se às 12h20 do dia 25 de janeiro. Era uma sexta-feira e, como a tragédia aconteceu na hora do almoço, muitos funcionários da Vale estavam no restaurante da mineradora.

O local foi um dos pontos que foi varrido pelo mar de lama, que também tomou conta de estradas, de parte do rio Paraopeba e de um povoado próximo.

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