Três vítimas do temportal que atingiu Belo Horizonte na última quinta-feira (15) foram enterradas na tarde deste sábado (17). Os corpos de Cristina Pereira Matos, de 40 anos, e Sofia Pereira, de 6 anos, foram velados no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de BH. Mãe e filha, morreram afogadas depois que o carro em que estavam foi arrastado pela avenida Vilarinho, em Venda Nova, até a linha férrea do metrô, na parte inferior do Shopping Estação, e ficou prensado entre outros veículos.

A jovem Anna Luisa Fernandes de Paiva Maria, de 16 anos foi velada no Cemitério Bosque da Esperança, na região Norte da cidade. Ela morreu após cair em um bueiro na rua Doutor Álvaro Camargos, também em Venda Nova, e ser arrastada pela enxurrada. 

Tragédia

Três pessoas perderam a vida após serem vítimas de consequências da chuva torrencial que atingiu Belo Horizonte na quinta-feira (15). Cravado pela Defesa Civil como o dia mais chuvoso do ano na capital, o feriado de Proclamação da República terminou com uma mãe e uma filha, de 40 e 6 anos, encontradas mortas dentro do carro, que foi arrastado pela enxurrada na avenida Vilarinho, e uma adolescente desaparecida após tentar sair do carro em que estava. O corpo de Anna Luísa Fernandes, de 16 anos, só foi encontrado no início da tarde desta sexta-feira (16), a quatro quilômetros do local em que desapareceu.

Além das mortes, o funcionamento do metrô também ficou comprometido por quase 20 horas. O alagamento na avenida Vilarinho chegou à plataforma da estação, tomou ônibus e os trilhos do metrô, que ficaram sujos pelo lixo trazidos com a água. A ocorrência interrompeu o funcionamento dos trens urbanos na Vilarinho e na Estação Floramar, que só voltaram a atender os passageiros no início da tarde desta sexta-feira.

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), por sua vez, anunciou na sexta-feira que apresentará um projeto de obras nos córregos do Nado e Vilarinho, em Venda Nova, para evitar alagamentos durante as chuvas e classificou o episódio como "tragédia anunciada". 

O chefe do executivo municipal ainda assumiu a responsabilidade pelas ocorrências. "A culpa é do prefeito. Estou muito triste, muito despreparado para a morte. Em caso material, a prefeitura tem estrutura, preparo, técnica, dinheiro. Isso tudo estará resolvido na segunda-feira e não me preocupa. O que me preocupa são as vidas que foram levadas", afirmou.

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