O jovem acusado de espancar o estudante de medicina Henrique Papini na porta de uma boate no bairro Olhos d'Água, na região Oeste de Belo Horizonte, em setembro de 2016, será julgado por um júri popular. A juíza Âmalin Aziz Sant´Ana considerou que o acusado cometeu o crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e utilização de meio cruel. A data do julgamento ainda não foi determinada.

De acordo com a Justiça, participação de outros três suspeitos não foi comprovada, portanto eles não vão responder pela tentativa de homicídio. Dois deles não foram apontados por testemunhas como participantes do crime, enquanto outro chegou a dar um chute na vítima, mas deve responder pelo crime de competência do juízo comum e não em um Tribunal do Júri.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes, quando o agressor viu a vítima com sua ex-namorada. Conforme depoimento de Papini à reportagem do Hoje em Dia em 2017, ele recebeu vários socos na cabeça, que levaram à perda de audição em um dos ouvidos e paralisia facial.

A boate não existe mais, mas em 2017 afirmou, por meio de uma assessoria de imprensa, que a agressão a Papini aconteceu a vários metros do estabelecimento e que a casa não poderia ser responsabilizada pela agressão. 

Um ano depois da agressão sofrida pelo estudante de medicina, na mesma boate, morreu o fisiculturista Allan Pontelo. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, Pontelo foi abordado por dois seguranças no banheiro da boate após uma denúncia de que estaria traficando drogas no local. Ele foi levado para uma área restrita e, de acordo com as investigações, se recusou a ser revistado e teria sido espancado até a morte. O laudo da necropsia revelou que ele foi asfixiado. Testemunhas foram ouvidas recentemente pela Justiça

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