As visitas a unidades de conservação ambiental estão suspensas por tempo indeterminado em Minas. A proibição de acesso aos parques venceria nesta sexta-feira (17), mas foi prorrogada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). O impedimento é mais uma medida preventiva para barrar a disseminação do Covid-19.

O IEF administra 93 áreas verdes no território mineiro, das quais 21 são abertas ao público. A restrição atinge reservas conhecidas e de grande procura pela população, como o Parque Estadual do Ibitipoca, no distrito de Conceição do Ibitipoca, na Zona da Mata. Lá, 90 mil visitantes foram registrados em 2019. O espaço conta atrações famosas, como a Janela do Céu e os circuitos das Águas e do Peão.

Na Grande BH, o acesso está proibido no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, em Nova Lima, que teve cerca de 50 mil visitantes no ano passado. O mesmo acontece nas Grutas da Rota Lund, em Lagoa Santa. A região, que recebeu 80 mil pessoas em 2019, concentra importantes riquezas históricas, culturais e ambientais.

No Vale do Jequitinhonha, têm destaque o Parque Estadual do Biribiri, em Diamantina, com cerca de 70 mil visitantes, e ainda o Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto.

Decisão
De acordo com o IEF, o objetivo com a decisão é evitar aglomeração de pessoas nas unidades de conservação. Em Minas, segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado e Saúde (SES) disponível, de 16 de abril, já são 958 diagnósticos comprovados e 33 óbitos confirmados em decorrência da Covid-19.

Inicialmente publicada pelo instituto em 17 de março, a Portaria 48 previa a suspensão das visitas por 30 dias. A situação só será revista após orientações do Comitê Extraordinário Coivid-19.

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