A Secretaria Municipal de Educação informou nesta segunda-feira (1º) que foi sinalizada a possibilidade do retorno presencial às aulas para o início de março, caso os indicadores de monitoramento contra a Covid-19 permaneçam em queda.

Segunda a PBH, essa volta presencial está prevista em três fases. A primeira contemplará os alunos da educação infantil, de 0 a 5 anos, que é ofertada nas escolas da rede municipal, nas creches parceiras e, também, na rede particular. A segunda fase com alunos de 6 a 8 anos e, a terceira, com as crianças de 9 a 14 anos.

Nesta segunda, dia da reabertura das atividades não essenciais, que estavam fechadas desde 11 de janeiro, apenas um indicador de monitoramento da pandemia da Covid-19 apresentou aumento. A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para pacientes com a doença, subiu de 74,5% para 75,7% na capital. O dado segue no nível vermelho, considerado de alerta máximo.

Já a ocupação de leitos de enfermaria continua em queda nesta segunda e passou de 56,8% para 54,0%.

O número médio de transmissão por infectado (Rt) também segue em queda, abaixo de 1, registrando 0,90, o que significa que, em média, 100 pacientes infectados transmitem a doença para outras 90 pessoas. 

Por enquanto, as aulas continuam de forma remota, por plataforma digital, aplicativos de mensagens ou até mesmo redes sociais das escolas. Alunos sem acesso à internet terão auxílio de material impresso. De acordo com a Secretaria de Educação, haverá junção dos conteúdos de 2020 e 2021.

Uma das novidades nas estratégias de ensino está a criação do projeto-piloto Meta Educação, que prevê o empréstimo de tablets com acesso à internet para estudantes do Ensino Fundamental.

"Por ser um projeto-piloto, foi implantado em 73 escolas municipais, considerando aquelas com alunos do 9º ano e em ensino remoto desde setembro e cujos estudantes e professores espontaneamente têm apresentado autonomia e interesse na utilização de plataforma tecnológica digital em 2020".