Paralisação

Adesão à greve dos metroviários em BH é de 95%, diz sindicato

Marina Proton*
mproton@hojeemdia.com.br
22/03/2022 às 11:34.
Atualizado em 22/03/2022 às 12:08
 (Lucas Prates/Hoje em Dia)

(Lucas Prates/Hoje em Dia)

A greve dos metroviários de Belo Horizonte entrou no segundo dia nesta terça-feira (22). Segundo o sindicato que representa a categoria, a adesão à paralisação é de 95%. E mais uma vez, quem precisou usar o transporte das 5h30 às 10h deu de cara com portas fechadas em todas as estações da capital mineira.

Durante os horários de pico, mesmo diante a uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) à Companhia Brasileira de Trens (CBTU) obrigando o funcionamento durante todo o dia, o serviço não está ativo enquanto durar o movimento. 

Nesta manhã, os trabalhadores se reuniram em um ato realizado em frente ao prédio da CBTU. Conforme informou ao Hoje em Dia o diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários (Sindimetro-MG), Pablo Henrique Ramos, o protesto visa reforçar o pedido da categoria, que afirma que seguirá com o movimento até que que o governo federal esteja disposto a apresentar uma alternativa aos empregados em caso de privatização da CBTU.

Os profissionais ainda se queixam da falta de respostas da companhia nas atuais negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

“Fazemos uma avaliação positiva do movimento e a gente espera com isso conquistar a vitória, que é a revogação da portaria que ataca o direito dos trabalhadores. O governo já falou que depois da privatização, teremos 12 meses de estabilidade e demissão após esse período. Então é por isso que a gente está lutando”, afirmou. 

Em BH, segundo a CBTU, mais de 100 mil pessoas utilizam o transporte em dias úteis. Parte delas, em períodos de maior movimento. Diante disso, a companhia conseguiu uma ordem Judicial que determina a escala mínima de 5h30 às 10h e das 16h30 às 20h.

O sindicato, no entanto, descumpre a medida, com o sistema operando apenas das 10h às 17h. A decisão judicial prevê multa diária de R$ 30 mil. Ao menos 70 mil usuários devem ser diretamente afetados pela greve.

(*) Com Lucas Prates

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