
O empresário Renê Júnior, assassino confesso do gari Laudemir de Souza Fernandes, tinha “fascínio” por armas e distintivos. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil nesta sexta-feira (29), a investigação encontrou fotos do empresário “ostentando” equipamentos de trabalho da esposa, a delegada Ana Paula Balbino. As imagens chegavam a ser compartilhadas em mensagens no celular.
“Tivemos acesso a algumas imagens em que ele exibe armas de fogo antigas, não necessariamente essas que estão no caso, mas ele tinha um fascínio pelo cargo que a esposa ocupa. Ele exibia o distintivo da esposa em mensagens”, disse o delegado Evandro Radaelli.
Renê foi indiciado nesta sexta-feira (29) por três crimes: homicídio duplamente qualificado, ameaça contra a motorista do caminhão de coleta de lixo e porte ilegal de arma de fogo. A pena total pode chegar a 35 anos de prisão.
A arma usada no crime pertence à delegada Ana Paula Balbino. Ela foi indiciada pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, ao ceder o armamento ao marido.
Conforme previsto na Lei do Desarmamento, o crime prevê pena de 2 a 4 anos de prisão. Porém, por ela ser servidora pública, poderá ter a pena aumentada por até mais dois anos.
O delegado Evandro Radaelli disse que Ana Paula tinha conhecimento de que o homem utilizava a arma “constantemente”.
Relembre o caso
Laudemir de Souza Fernandes foi assassinado a tiros enquanto trabalhava no bairro Vista Alegre, região Oeste de BH. De acordo com a Polícia Militar, o empresário teria disparado contra o profissional de limpeza. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
O empresário foi identificado por câmeras de segurança da região. Pouco tempo depois, foi preso em uma academia na avenida Raja Gabaglia, que fica na mesma região.
* Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca
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