Feminicídio

Corpo carbonizado em batida na BR-040 é mesmo do suspeito de matar a ex-mulher a facadas em BH

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
01/04/2022 às 15:01.
Atualizado em 01/04/2022 às 15:12
 (Redes Sociais / Divulgação)

(Redes Sociais / Divulgação)

O corpo do homem que morreu carbonizado ao bater de frente com um caminhão na BR-040, em Itabirito, região Central de Minas, no último domingo (27), foi identificado. Segundo a Polícia Civil (PC) trata-se do engenheiro Thiago Lima Ferreira, de 41 anos, acusado de matar a facadas a ex-mulher, a nutricionista Cecília Marina Ribeiro Araújo, de 39, em Belo Horizonte.

O anúncio da identificação do corpo, por meio da arcada dentária, foi feito nesta sexta-feira (1º) pela PC. Conforme a Polícia, as circunstâncias da morte de Thiago serão apuradas em Itabirito, e o inquérito que apura o feminicídio será concluído pelo Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídio, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa da capital, nos próximos dias.

O corpo do engenheiro já foi liberado para os familiares.

O acidente, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, se deu quando o carro do acusado de feminicídio entrou na contramão e bateu de frente com o caminhão. Os dois veículos pegaram fogo. O motorista do caminhão foi socorrido. O carro guiado por Thieago Ferreira pertencia à ex-mulher dele, Cecília.

Crime 
A nutricionista Cecília Ribeiro Araújo foi assassinada no último  domingo (27) com duas facadas no peito. Ela estava no apartamento em que vivia, no Carlos Prates, região Oeste de BH, segundo a ocorrência da Polícia Militar (PM).

Ainda conforme a PM, a nutricionista tinha marcas no rosto que indicariam agressões. O principal suspeito do assassinato é o ex-marido. Os dois filhos do casal, de 6 e 4 anos, estavam dormindo no momento do crime.

Parentes informaram à Polícia que o casal tinha se separado há cerca de um mês e estava morando em casas diferentes.

O crime foi descoberto depois que Thiago Pereira ligou às 22h09 para um dos padrinhos das crianças, informando sobre o feminicídio e pedindo para que buscasse os meninos no apartamento.

Depois do crime, o engenheiro fugiu no carro da vítima. As imagens foram registradas pelas câmeras de segurança do prédio.

As crianças foram levadas para a casa dos avós maternos.

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