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Em Betim, na RMBH, uso de máscara deixa de ser obrigatório em locais abertos e fechados

Luciane Amaral
lamaral@hojeemdia.com.br
04/04/2022 às 07:47.
Atualizado em 04/04/2022 às 07:49

Betim, que, em abril do ano passado, chegou a multar em R$ 80 quem fosse flagrado sem  máscara, agora acabou com a obrigatoriedade do uso da proteção contra a Covid. A partir desta segunda-feira (4), a liberação para circular livremente sem o item facial passa a valer para ambientes abertos e fechados.

Apesar de decretar o fim da obrigatoriedade da máscara, o prefeito da cidade, Vittorio Medioli (sem partido), deu um conselho aos moradores para que façam “o uso facultativo para aqueles que desejam ter mais proteção por algumas semanas”. 

O uso da máscara segue obrigatório apenas no transporte público e em locais destinados à prestação de serviços de saúde como hospitais e consultórios.

O decreto da prefeitura, entretanto, determina que os estabelecimentos devem seguir cumprindo normas de biossegurança, como manter os ambientes ventilados; prover soluções com álcool 70% para higienização das mãos de colaboradores e clientes; ampliar a limpeza de pisos, corredores, corrimãos, mesas e cadeiras; dentre outras regras.

A determinação, segundo a administração municipal, leva em conta a queda do índice de contaminação pelo coronavírus e, principalmente, de casos graves de Covid-19 na cidade, além do número de doses de vacinas aplicadas na população. 

Medioli declarou que, com a maioria da população imunizada e nenhum caso de Covid nas unidades de saúde, “esperamos que a situação se mantenha estável daqui pra frente, que não tenhamos um novo surto e que, logo, tudo volte ao normal”.

O decreto não se aplica a usuários e prestadores de serviços do transporte coletivo municipal e de aplicativos e similares. A medida também não vale para locais de prestação de serviços de saúde, tanto a rede pública quanto a privada. 

Outras cidades da RMBH: sem máscara só em locais abertos

Contagem: só em locais abertos  (Lucas Prates/ Hoje em Dia)

Contagem: só em locais abertos  (Lucas Prates/ Hoje em Dia)

Em Contagem, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quem circula em locais abertos não precisa da proteção desde 11 de março. O uso obrigatório de máscara ou cobertura facial sobre nariz e boca, que começou em abril do ano passado, continua em ambientes fechados, equipamentos de transporte público coletivo, táxis e veículos de aplicativos.

Em Ribeirão das Neves, desde 14 de março, a população não é mais obrigada a utilizar máscaras em ambientes completamente abertos. Além do aumento do percentual da população completamente imunizada e da redução do número de internações hospitalares por pacientes com o coronavírus, a prefeitura considerou também evidências científicas que demonstram que “os espaços abertos possuem menor probabilidade de transmissão da Covid-19.” Mas, de acordo com o Prefeito Junynho Martins, “a população deve continuar mantendo os cuidados contra a doença, lavando as mãos com água e sabão e utilizando álcool em gel.”

Quem frequenta festas, escolas, academias, prédios, comércios, shows, cinemas, eventos corporativos, teatros e outras casas de espetáculos ou usa transportes coletivos e ou outros transportes públicos em Santa Luzia tem de fazer uso da medida protetiva. A prefeitura do município só autorizou, em 11 de março, a liberação da obrigatoriedade de máscaras de proteção em locais abertos. 

Sabará seguiu a orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), publicada em 10 de março, e, dois dias depois, a prefeitura autorizou o fim da obrigatoriedade de máscaras de proteção em locais abertos. A medida, de acordo com a administração municipal, foi tomada observando a melhoria dos indicadores da pandemia e o avanço na vacinação no município. Em locais fechados, o uso do item segue obrigatório, até que o governo estadual defina uma nova diretriz.

Em Nova Lima, também após a decisão do Governo de Minas de flexibilizar o uso de máscaras em locais abertos, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 deliberou o uso facultativo de máscaras desde o dia 11 de março. Mas a prefeitura recomenda a manutenção da cobertura facial de proteção às pessoas não vacinadas, com comorbidades ou com síndromes gripais. Em ambientes fechados, como lojas, escolas, academias, transporte público, eventos em locais fechados e outros, o uso continua obrigatório.

Outra cidade da região metropolitana que, em 12 de março, seguiu as orientações da SES-MG e oficializou a liberação de uso de máscaras em locais completamente abertos foi Vespasiano. Mas permanecem em vigor as regras específicas dos protocolos do Comitê Covid-19 para salas de aula, templos, igrejas, salões de festa, dentre outros espaços, onde a obrigatoriedade está valendo. 

Em aglomeração, uso de máscara é recomendado (Carlos Roberto)

Em aglomeração, uso de máscara é recomendado (Carlos Roberto)

Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que a pandemia não acabou e que, para que os indicadores permaneçam em um nível de controle, a população deve continuar adotando as medidas preventivas, como o uso correto da máscara em locais fechados ou abertos com aglomeração.

O uso continua obrigatório no transporte coletivo, estabelecimentos comerciais, escritórios, escolas e universidades, por exemplo. Mas, desde o dia 3 de março, em ambientes completamente abertos, não é necessário usar a proteção facial contra o coronavírus. 

A secretaria alerta que é necessário manter o distanciamento social, a frequente higienização das mãos, etiqueta respiratória e esquema vacinal completo. E protocolos sanitários como o uso de máscaras em locais fechados, do álcool 70% e apresentação de testes em eventos acima de 2 mil pessoas, estão previstos no decreto 17.918 publicado no no dia 1º, no Diário Oficial do Município.

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