Pandemia

Frio e baixa cobertura vacinal de idosos e crianças aumentam riscos da Covid em Minas

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
24/05/2022 às 11:35.
Atualizado em 24/05/2022 às 12:07
 (Fabio Rodrigues/Agência Brasil)

(Fabio Rodrigues/Agência Brasil)

As baixas temperaturas e os dias mais gelados são comumente acompanhados do aumento nos casos de doenças respiratórias. E ainda em meio à circulação do coronavírus, o cenário pode ser um agravante em caso de baixas coberturas vacinais. Em Minas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) alerta para a importância da proteção contra a doença, especialmente em idosos e crianças, grupos considerados mais vulneráveis. 

Por aqui, o índice que acompanha a aplicação do reforço não ultrapassa os 60%. Até a manhã desta terça-feira (24), 9,4 milhões de pessoas, ou 57% de adultos com 18 anos ou mais, garantiram as três doses do imunizante. Quando consideramos a quarta dose - direcionada a pessoas com mais de 60 anos e imunossuprimidos -, o dado é ainda menor: 21,7%. 

Já a vacinação infantil segue estagnada no Estado. A cobertura para crianças com idade entre 5 e 11 anos está em 35% para a segunda dose. Em relação à primeira, o índice alcança quase 70%. 

O quadro preocupa as autoridades, que alertam para a sazonalidade das infecções respiratórias, que acompanha o inverno. “Essa baixa adesão nos preocupa muito, porque a Covid agora é sazonal e este é o pior momento do ano em relação a essa doença. Então, é muito importante lembrar a todos de tomar a vacina, tanto as crianças, quanto os adultos e idosos, para que a gente atravesse esse momento de maior risco de contaminação”, disse o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. 

O representante da pasta considerou, ainda, que a vacina seria a única arma para vencermos as infecções”. “Isso nos preocupa e vale esse puxão de orelha. Quem ainda não tomou a dose, vá até o posto de saúde e garanta a proteção. Nós temos muitas crianças que não buscaram a segunda dose ainda. Temos, também, os idosos que têm que tomar a segunda dose de reforço, ou seja, a quarta dose”, concluiu.

Análise

De acordo com avaliação do Grupo de Análise e Monitoramento da Vacinação em Minas Gerais (GAMOV), a macrorregião do Vale do Aço é a que possui menor cobertura vacinal de doses pediátricas, tanto de D1 (52,91%) quanto de D2 (25,24%). A macrorregião que apresenta o melhor indicador é Jequitinhonha, com 84,16% e 41,42% para D1 e D2, respectivamente.

Sobre o perfil epidemiológico das doses aplicadas, quase 53% do total das doses administradas foram em pessoas do sexo feminino. A maior parte dos imunizantes utilizados é da Pfizer, seguido pela Astrazeneca, Coronovac e Jansen.

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