
Após reunião entre sindicatos das categorias dos profissionais de limpeza urbana, prefeitura, Ministério Público do Trabalho (MPT) na tarde desta quarta-feira (31) os garis e motoristas de coleta de lixo decidiram suspender a greve em Belo Horizonte.
A categoria paralisou as atividades na tarde de terça-feira (30) reivindicando a inserção dos trabalhadores nos grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19. O argumento é de que exercem atividades essenciais, na mesma medida dos profissionais de saúde.
Segundo o sindicato dos Empregados de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de BH (Sindeac), a taxa de contaminação pela Covid-19 entre garis aproxima-se de 30% do efetivo total. Isto significa que cerca de 1.050 trabalhadores da limpeza, entre aproximadamente 4 mil lotados na capital, já foram infectados.
Durante audiência pública da Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (31), o secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, explicou que o "município não tem autonomia para definir quem será vacinado e que segue o programa nacional de vacinação e que o Ministério da Saúde que define qual a porcentagem de doses recebidas em cada remessa da vacina que poderá vir a ser destinada ao pessoal da área da saúde".
Mas a prefeitura de Belo Horizonte se comprometeu a consultar o Ministério da Saúde (MS) a respeito da reivindicação nas próximas 48 horas.