Ponte Nova

Mãe pede ajuda para fazer enterro de filha jogada em rio pelo pai; corpo ainda não foi encontrado

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
10/02/2022 às 15:45.
Atualizado em 10/02/2022 às 17:26
 (Reprodução / Vakinha)

(Reprodução / Vakinha)

A mãe da criança que foi agredida e jogada em um rio pelo pai, em Ponte Nova, na Zona da Mata, no último sábado (5), está fazendo uma “vaquinha” para arrecadar dinheiro e enterrar a filha.

O pedido de ajuda de Natacha Cristina Oliveira acontece mesmo sem o corpo da menina ter sido encontrado. Nesta quinta-feira (10) o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) iniciou, no Rio Piranga, o 6° dia de buscas pela criança, de 6 anos, e o pai dela, de 27.

Vaquinha

O pedido de ajuda da mãe da menina foi postado em um site de financiamento coletivo. Na descrição, a mãe justifica a vaquinha para proporcionar à filha um enterro digno e para que ela possa se despedir da criança.

“Sou mãe da Sophia Vitória, o anjinho que nos deixou na triste noite de sábado. (…) Estamos todos mortos por dentro! (…) Venho pedir a ajuda de quem puder doar qualquer valor para conseguirmos proporcionar para ela um enterro digno para que eu possa despedir da minha filha e acalmar meu coração. Preciso dar a minha princesinha um lugar digno para que possamos saber onde ela vai estar”, escreveu Natacha.

O pedido da mãe da vítima tem a meta de arrecadar R$ 10 mil. Até o fechamento desta matéria, 17 pessoas haviam contribuído para a “vaquinha”, totalizando R$ 2,9 mil. 

Buscas pelo rio

A procura pelos dois corpos começou no último sábado (5) à noite, quando o homem agrediu a criança, jogou ela no rio e pulou em seguida.

De acordo com a PM, Natacha contou que o crime teria sido motivado por uma desavença entre ela e o suspeito, que terminaram um relacionamento há poucos dias. A mulher também declarou aos militares que o homem teria enviado mensagens informando que pularia no rio com a filha.

Militares do Corpo de Bombeiros realizam as buscas pelas vítimas em toda a extensão do rio Piranga, com uso de barcos em pontos profundos e áreas de remanso. Equipes realizam o trabalho de buscas também por terra, às margens do leito do rio.

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