mais eficaz contra infecções

Quarta dose da vacina contra Covid-19 será indispensável, diz CEO da Pfizer

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
14/03/2022 às 18:00.
Atualizado em 14/03/2022 às 18:06
 (Fotos Públicas)

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A quarta dose da vacina contra a Covid-19 será necessária para todo mundo, declarou o CEO da Pfizer, Albert Bourla, em entrevista nesse domingo (13). No ao programa americano "Face the Nation”, o executivo explicou que a proteção oferecida pela formulação atual da vacina não dura muito tempo.

“Neste momento, da forma que vimos, é necessário um quarto reforço. A proteção que você está recebendo da terceira dose é boa o suficiente, na verdade muito boa para hospitalizações e mortes. Mas não é tão boa contra infecções, não dura muito tempo”, declarou.

Bourla também contou que a Pfizer se dedica especialmente a produzir uma vacina que proteja contra todas as variantes e que tenha proteção de, pelo menos, um ano, garantindo a imunização por mais tempo. “Não só da vacina, mas também das pessoas que estão adoecendo. Elas não estão recebendo proteção imunológica muito durável”, concluiu.

Vacina infantil

Na entrevista, a jornalista Margaret Brennan lembrou que, na última semana, o número global de mortes por Covid-19 chegou a seis milhões de pessoas. E que a Ômicron foi a primeira variante que conseguiu driblar a imunidade que a vacina oferecia, inclusive, em crianças, de maneira significativa, com aumento de hospitalizações e registro de mortes.

A apresentadora voltou a citar a imunização das crianças, ao questionar o entrevistado quando estará disponível a vacina para o público infantil com menos de cinco anos. Essa é a última parcela da população que não tem nenhum tipo de proteção, lembrou a jornalista. A resposta do CEO da Pfizer, entretanto, foi esperançosa. “Potencialmente em maio, se funcionar, estaremos prontos para a fabricação”.

O executivo lembrou ainda que a Pfizer está fazendo testes de um medicamento que ajudaria crianças e jovens, com idades entre seis e 17 anos, a ficar fora do hospital. Caso eles adoeçam, o remédio diminuiria potencialmente a gravidade do vírus. Albert Bourla explicou que esse é o mesmo tratamento que está sendo desenvolvido para adultos com 18 anos ou mais. Segundo ele, estudos do medicamento apontam uma proteção de 90% contra hospitalizações.

Vivendo com o vírus

Durante a entrevista Bourla disse que entende que o coronavírus não desaparecerá nos próximos anos, mas que será possível retomar a vida normal. “Teremos que viver para aprender a conviver com isso, e podemos, pois estamos vivendo com muitos outros vírus. (…) Eu acho que agora temos ferramentas muito importantes em nossas mãos para que possamos ir, gradualmente, de volta às nossas vidas normais”, contou.

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