esquema criminoso

Servidores são investigados por desvio de dinheiro destinado a escolas públicas em Santa Luzia

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
20/05/2022 às 15:49.
Atualizado em 20/05/2022 às 15:55
 (Divulgação / MPMG)

(Divulgação / MPMG)

Servidores da Secretaria de Educação de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão sendo investigados por suposto desvio de verbas que seriam destinadas a escolas públicas do município.

Nesta sexta-feira (20), o Ministério Público (MPMG) cumpriu sete mandados de busca e apreensão na cidade e na capital, expedidos pelo Poder Judiciário de Santa Luzia. As investigações apuram se houve prática dos crimes de peculato, corrupção passiva, falsidade ideológica e associação criminosa.

Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares, notebooks, computadores, documentos e aproximadamente R$ 300 mil em espécie.

O MPMG identificou a existência de um esquema criminoso envolvendo servidores públicos da Secretaria Municipal de Educação de Santa Luzia e empresários locais que teriam desviado verbas que deveriam ser empregadas na manutenção e conservação das instituições públicas de ensino da cidade.

Durante a investigação, o órgão encontrou notas fiscais e documentos públicos falsificados, que comprovam que os investigados adquiriam produtos e serviços com recursos das escolas e os desviavam em proveito próprio ou de terceiros.

Desvios

As apurações também identificaram a compra de significativa quantidade de materiais de construção com recursos de uma escola que não estava sendo reformada. Os agentes encontraram ainda pedidos de serviços de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado em uma escola que possui somente ventiladores.

O mandado expedido pela Justiça de Santa Luzia também determinou o afastamento dos investigados das funções públicas da Secretaria Municipal de Educação, entre outras medidas cautelares ainda não informadas.

Em nota, a prefeitura de Santa Luzia informou que foi notificada oficialmente na tarde desta sexta, sobre a investigação e confirmou que na decisão judicial consta o pedido de afastamento temporário dos servidores investigados.

"A administração vai dar cumprimento ao comando desta decisão judicial e contribuir nas investigações. Todas as providências legais cabíveis serão tomadas. O nosso dever é agir dentro da legalidade e resguardar o interesse público".

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