Uma das mais fortes constatações do Instituto NaAção – ONG sem fins lucrativos que trabalha com comunidades vulneráveis – é quanto ao aumento da violência doméstica nesta pandemia. As mulheres, aponta a presidente do NaAção, advogada Carol Antunes, são as vítimas mais constantes.

Com uma rede de 449 voluntários – 49 deles ativos, que trabalham até vezes por semana –, o instituto assiste a comunidades afetadas por crises humanitárias, como a de Brumadinho. Em razão da pandemia, o foco das ações está na comunidade de Portelinha, no bairro Olhos D’Água, na capital.

“São pessoas que faziam trabalho informal, prestação de serviços, e perderam essas fontes de renda. Com a pandemia, muitos pararam de trabalhar em faxina, marcenaria, mecânica”, lamenta.

amparo.org.br
Com tanta gente desempregada, ressalta, a violência doméstica aumentou muito. Além dos problemas psicológicos. Com base nisso, a NaAção criou a plataforma amparo.org.br que, segundo a advogada, é aberta a todos que precisam neste momento.

“Temos psicólogos voluntários que atendem on-line, por WhatsApp ou por telefone. Não cobramos nada. Chegamos a ter uma fila com mais de 200 pessoas, até de fora do Brasil”.

É ofertada uma psicologia do acolhimento, emergencial, define Carol Antunes. “As casas são pequenas e os agressores estão nelas. Nossos psicólogos têm protocolo de como conversar sem o agressor saber, para tentar fazer com que a vítima consiga sair dessa situação”.

RESGATE
A intenção, detalha, é buscar diminuir os conflitos em casa, encontrar alternativas para reduzir a violência e resgatar essa pessoa, para que não piore. 

“O acesso a drogas e ao álcool potencializa essa violência. As vítimas, muitas vezes, são crianças, idosos, mulheres grávidas. A psicologia emergencial ajuda a minimizar esse efeito da pandemia”, diz.

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