Imagine uma atividade que reúne movimentos de remo, natação, yoga, dança e até artes marciais. Parece difícil, mas não impossível. Sistema de expansão corporal criado por um romeno, o GYROTONIC® é uma potente ferramenta que proporciona equilíbrio, flexibilidade, eficiência e força – um convite ao uso do corpo na máxima potencialidade.

Influenciado por uma série de práticas, dentre atividade físicas e dança, é executado em cinco aparelhos específicos. Fundamentado em arcos e espirais, diferencia-se de outros métodos, como a musculação, por exemplo, principalmente pelas transições suaves e contínuas entre um movimento e outro e pela regulagem individualizada dos aparelhos. 

“Utilizamos muito os movimentos angulares e tridimensionais, graças às polias e manivelas, que permitem essa movimentação mais orgânica. É uma prática mais anatômica, digamos, pois dá ideia de circularidade o tempo todo. Não pensamos em linhas retas”, define a bailarina e instrutora Maiara Victor, uma das sócias da Sala de Vidro, no São Bento, Zona Sul de Belo Horizonte. 

Criado há pouco mais de um ano, o estúdio é um dos sete da capital mineira que ensinam o método desenvolvido na década de 1980 pelo ginasta, bailarino e yogi Juliu Horvath. Embora bastante difundido mundo afora, presente em países como Estados Unidos, Austrália, Bélgica e Tailândia, no Brasil ainda é pouco conhecido, com cerca de 65 instrutores certificados.

Gyrotonic

Atividades executadas são guiadas pelo instrutor; na foto, a professora Maiara Victor com a aluna Anne

Holístico

Master trainer formada há 11 anos, Valéria Paes Mauriz, do Rio de Janeiro, acrescenta que os movimentos do GYROTONIC® atuam sobre o corpo físico, mas refletem também no corpo sutil. “Por meio da respiração e da abertura de canais de energia”, explica a profissional, uma das seis brasileiras habilitadas para conduzir formações. 

Mecanismo de expansão ou retração, a respiração, influência do yoga, é fundamental para a execução correta da atividade. “Fio condutor”, resume Cristina Machado, da Sala de Vidro, explicando que podem ser pulsadas ou aceleradas, variando conforme o objetivo do aluno no aparelho. 

Dentre os muitos benefícios do GYROTONIC®, realizado em aulas com uma hora de duração, estão ganho de tônus, mobilidade articular, coordenação motora e capacidade respiratória, que resultam num corpo mais flexível, ágil, equilibrado e que responde melhor a exigências do dia a dia e atividades esportivas. A ferramenta também atua sobre a fáscia, tecido que reveste ossos, músculos, vasos sanguíneos e nervos.

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Gyrotonic

Movimentos são realizados em cinco aparelhos específicos, criados especialmente para o método; exercícios espiralados e circulares, são conduzidos por um instrutor

Originalmente voltada para dançarinos, prática atende todo público, de atletas a idosos​

Embora tenha sido originalmente voltado para profissionais de dança – motivo pelo qual, na época, foi batizado como Yoga para Dançarinos –, o GYROTONIC® reúne um amplo espectro de praticantes, que vão desde crianças, passando por idosos que desejam melhorar a mobilidade, a atletas que miram a alta performance.

A nutricionista Anne Lacerda, de 33 anos, por exemplo, estava cansada das idas e vindas em academias convencionais. Até conhecer o método, que pode ser praticado em aulas individuais ou grupos de até cinco pessoas, não havia movimentado o corpo como desejava. 

“Sentia falta de mais movimento e de uma atividade que trabalhasse a consciência corporal. Quando li a respeito e vi que tinha dança e yoga, pensei: ‘meu Deus, é isso!’”, brinca, revelando ter ganhado músculos que, até então, desconhecia. “Flexibilidade, consciência, expansão do corpo, equilíbrio. É um convite à atenção plena às emoções, à fisionomia e à respiração”, descreve. 

Entre atletas, o GYROTONIC® ficou conhecido por entrar na lista de atividades executadas pelos tenistas Andy Murray e Roger Federer, que conheceu a ferramenta em 2017, após uma lesão no joelho. Naquele mesmo ano, a atriz e cantora Lady Gaga compartilhou no Instagram foto em que praticava o treinamento. 

“As pessoas despertam a consciência de que todo o corpo está integrado e de que são capazes de realizar coisas de forma muito mais produtiva do que estavam executando”, resume a instrutora Cristina Machado. 

Gyrotonic

SALA DE VIDRO - Guilherme, Cristina e Maiara são bailarinos por formação e abriram, há dois anos e meio, um estúdio no bairro São Bento, em BH, onde dão aulas das duas ferramentas que compõem o GYROTONIC EXPANSION SYSTEM®: GYROTONIC® e GYROKINESIS®. Dentre os alunos estão pessoas com perfis variados, desde atletas, dançarinos, crianças e até idosos

Além disso:

Vertente do sistema de movimento que trabalha o corpo na máxima potencialidade, o GYROKINESIS® dispensa aparelhos e estimula que os praticantes se guiem individualmente, a partir da própria percepção de espaço. São usadas esteiras ou banquinhos acessórios específicos. 

Diferentemente do GYROTONIC®, em que os movimentos são guiados pelos instrutores, ou seja, os professores demonstram, na prática, como os alunos devem se movimentar pelos aparelhos, nesta outra modalidade, as atividades precisam ser assimiladas e replicadas individualmente por meio de instruções verbais.

Os praticantes devem, portanto, ter uma capacidade maior de localizar a posição do corpo e orientá-lo no espaço. “Pode ser o início da prática ou uma progressão do GYROTONIC®”, explica Maiara Victor, reforçando que não há regra sobre por onde o sistema deva ser começado.

Ficou interessado e quer experimentar o GYROTONIC®? Confira clicando aqui onde estão distribuídos os estúdios certificados pelo método e, abaixo, as informações sobre a Sala de Vidro, localizada em Belo Horizonte.

Sala de Vidro: Rua Rosarinha Simões Baeta, 125 - São Bento - BH/MG 
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