Muita gente tem descoberto uma nova opção para enfrentar o isolamento imposto pela pandemia: investir no cuidado de plantas em espaços pequenos ou do jardim de casa. A prática, que pode reduzir sintomas relacionados ao estresse e ansiedade, não só renova o ar e a energia do ambiente, como também promove bem-estar para todos os moradores. 

Quem lista esses benefícios gerados pelo cultivo de plantas é a psicóloga e professora das Faculdades Promove Fabíola Bonni. “O contato com as plantas remete a tranquilidade e ajuda a aliviar a tensão do corpo, quando feito sem a correria do dia a dia”.

Explorar a paixão pelo verde foi o que ajudou a tatuadora Bruna Pena, de 28 anos, a se desligar de tantas notícias ruins no início da pandemia. Com sua namorada, a estudante de arquitetura Ana Cecília Martins, de 27, aproveitou “o tempo sobrando” para se aproximar da natureza, levando mais plantas para o apartamento onde moram, no bairro Carmo, Centro-Sul de Belo Horizonte.

Bruna conta que a mudança de energia que sentiram foi instantânea. E que, além de beleza, a iniciativa levou bem-estar para o ambiente: “Não é só uma questão estética. Cuidar de uma planta e vê-la se transformando dia a dia é uma sensação sem igual. Chega a dar um calorzinho no coração, quando vem uma folha nova”, conta ela.

A psicóloga Fabíola Bonni avalia que admirar esse processo de crescimento das plantas, como Bruna faz, pode trazer satisfação pessoal e relaxamento do corpo. “Estar ligado ao processo e à evolução das flores que cultivamos pode gerar grandes benefícios à saúde mental”, destaca.

Muitas pessoas têm, ainda, o hábito de conversar com as plantas. Para quem fica na dúvida se isso é saudável, Fabíola explica: “No momento da conversa, é como se estivesse conversando com você mesmo, e precisamos ter conversas internas e nos escutar. Fazendo isso com as plantas, esse processo ocorre mutuamente”, explica.

Vivenciando os benefícios do verde em casa, as estudantes decidiram compartilhar a experiência criando um serviço de delivery de plantas na capital mineira, chamado “Esse matinho”. “A gente consegue ver, na prática, como o contato com a natureza deixa as pessoas mais felizes. Com essa dinâmica de entregar, a troca com as pessoas é muito grande! Muitas vezes, é um presente para alguém que não pode estar junto neste momento de pandemia. E amamos fazer essa conexão”, pondera Bruna.

*Estagiária sob a supervisão de Luisana Gontijo

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