Lula cobra igualdade nas relações comerciais e diz que Brasil não é ‘republiqueta’
Em Contagem, presidente defendeu ampliar parcerias internacionais e criticou postura dos Estados Unidos diante do comércio bilateral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29), em Contagem, Grande BH, que o Brasil está ampliando a rede de parceiros comerciais e não aceitará ser tradado com inferioridade em negociações internacionais. “Isso aqui é uma República, não uma republiqueta. Isso aqui é uma nação, e uma nação tem como paradigma o seu povo”, disse.
Lula destacou que o governo vem atuando para abrir novos mercados. Ele citou a viagem do vice-presidente Geraldo Alckmin ao México, acompanhado de empresários e ministros, e anunciou sua própria agenda internacional.
“Eu vou visitar 11 países da Ásia em outubro e vamos discutir produtos brasileiros para a Ásia. Quem tiver o que vender pode ir me dando que eu vou levar para vender”. O presidente disse ainda que não pretende “ficar chorando o leite derramado” diante das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.
Segundo ele, o peso do comércio com os norte-americanos já não é o mesmo de décadas atrás. “Antigamente, o comércio do Brasil com os Estados Unidos significava 25%. Hoje, significa apenas 12%. Desses 12%, apenas 4% foram taxados para 50%”.
Ao falar sobre reciprocidade, Lula comparou os encargos cobrados por cada país. “Sabe qual é a média de imposto que pagam os americanos pelos nossos produtos? 2,7%. Dos 10 produtos mais importantes que os Estados Unidos exportam para o Brasil, 8 não têm imposto nenhum”.
Mesmo com críticas à postura de Washington, Lula ressaltou que o Brasil segue aberto ao diálogo. “O Brasil continua preparado para negociar, temos assunto para negociar, temos interesse em aumentar o comércio com os Estados Unidos, mas queremos ser tratados com igualdade de condições”, afirmou.
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