Eleições 2022

Zema tem carta branca para compor chapa com aliados, diz Felipe D'Ávila, presidenciável do Novo

Hermano Chiodi
hcfreitas@hojeemdia.com.br
12/05/2022 às 06:30.
Atualizado em 12/05/2022 às 08:16
Luiz Felipe D'Ávila, pré-candidato a presidente pelo Novo (Novo/Divulgação)

Luiz Felipe D'Ávila, pré-candidato a presidente pelo Novo (Novo/Divulgação)

O pré-candidato a presidente pelo partido Novo, o cientista político Luiz Felipe D’Ávila, declarou que a construção de alianças visando a recondução do governador Romeu Zema (Novo) ao cargo, nas próximas eleições, tem seu endosso, a despeito da linha contrária a composições partidárias que a agremiação mantinha desde sua fundação. Conforme D’Ávila, o Novo mudou o posicionamento adotado em outras eleições e já considera, desta vez, formar alianças com partidos da chamada “política tradicional”. “O Novo está aberto à construção de alianças em Minas Gerais”, afirmou ele em entrevista ao Hoje em Dia, nesta quarta-feira (11), durante passagem pela capital mineira.

O governador mineiro Romeu Zema é o único governador eleito pelo partido em 2018, em uma chapa que teve como vice outro integrante do Novo – Paulo Brant, hoje no PSDB, mas na época filiado ao mesmo partido de Zema.

A tese da chapa puro-sangue, entretanto, não deve se repetir dessa vez. “Não é segredo; buscamos partidos que querem trabalhar juntos e precisamos pensar em alianças para fortalecer nosso próximo governo”, salientou o ex-presidente do Novo em Minas Gerais e em Belo Horizonte, Bernardo Santos, um dos articuladores do partido no Estado. Ele disse que a intenção é diversificar o arco de alianças do governador.

Conforme lideranças do Novo ouvidas pela reportagem, a chapa está se afunilando em torno de dois nomes para a composição com Zema - Marcelo Aro (Progressistas) e Matheus Simões (Novo) -, sendo que o impasse é em torno de quem vai para a vaga de vice e quem disputaria o Senado.

Para D’Ávila, o Novo e o governador Romeu Zema aprenderam a importância das associações políticas. “O governador Romeu Zema, neste primeiro mandato, aprendeu a valorizar a política. Ele entendeu a importância de ter melhor relacionamento com a Assembleia Legislativa e ter alianças com outros partidos para poder avançar nas suas reformas que, de certa forma, foram sabotadas por um Legislativo que defendeu privilégios ao invés de defender os interesses do povo mineiro”, disse.

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