Eleições 2022

'Não há chance de BolsoZema ou Lulema', diz D'Ávila, pré-candidato do Novo a presidente

Hermano Chiodi
hcfreitas@hojeemdia.com.br
11/05/2022 às 16:27.
Atualizado em 11/05/2022 às 16:49
Candidato a presidente pelo Partido Novo, Luiz Felipe D'Ávila. (Divulgação - Felipe D'Ávila)

Candidato a presidente pelo Partido Novo, Luiz Felipe D'Ávila. (Divulgação - Felipe D'Ávila)

O candidato do Novo à Presidência da República, o cientista político Luiz Felipe D’Ávila, rechaçou qualquer tipo de combinação de voto do tipo “BolsoZema” ou “Lulema”, em alusão aos dois pré-candidatos que lideram a corrida presidencial, o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro (PL). “O partido Novo entende que não existe a possibilidade de aliança com outro candidato a presidente, no primeiro turno. Eu sou candidato", afirmou ele em entrevista ao Hoje em Dia, na tarde desta quarta-feira (11), durante passagem pela capital mineira.

D'Ávila afirmou, entretanto, que no cenário estadual o cenário é diferente. Segundo ele, o Novo, partido do governador Romeu Zema, mudou o posicionamento adotado em outras eleições e já considera, desta vez, formar alianças com partidos da chamada “política tradicional”, como o PSDB ou o União Brasil. "O Novo está aberto à construção de alianças em Minas Gerais. O partido tem um candidato a presidente da República e não existe a possibilidade de palanque duplo neste caso", afirmou.

O governador mineiro Romeu Zema é o único governador eleito pelo partido em 2018 e, apesar de bem avaliado nas pesquisas eleitorais, ainda não conseguiu formar uma chapa para a disputa da reeleição em outubro.

Para formação desta chapa, o presidenciável do partido afirmou que podem haver alianças locais, independentemente da eleição nacional. “Não existe alinhamento das alianças nacionais com a formação de alianças regionais”, confirmou.

Para ele, o Novo e o governador Romeu Zema aprenderam a importância das associações políticas. “O governador Romeu Zema, neste primeiro mandato, aprendeu a valorizar a política. Ele entendeu a importância de ter melhor relacionamento com a Assembleia Legislativa e ter alianças com outros partidos para poder avançar nas suas reformas que, de certa forma, foram sabotadas por um Legislativo que defendeu privilégios ao invés de defender os interesses do povo mineiro”, disse.

'Nós e Eles'

Segundo D’Ávila, Lula começou com a divisão do país entre “nós e eles” e Bolsonaro continuou. Por isso, na opinião do presidenciável do Novo, o próximo presidente terá a tarefa de "pacificar o país".

Conforme D'Ávila, Lula e Bolsonaro "são iguais". “São candidatos que trabalham para minar a credibilidade das instituições democráticas. Os dois não gostam de liberdade de imprensa, os dois criticam o Judiciário e o Legislativo porque os populistas se acham os únicos legítimos defensores da vontade popular; o que é uma total mentira”, afirmou.

O candidato ainda falou que confia plenamente no processo eleitoral brasileiro e que, pode não concordar, mas irá respeitar o resultado das urnas. “Essa é a diferença entre uma pessoa que respeita a democracia e um candidato que sabota a democracia”, afirmou.

Relação com servidores

O candidato do Novo utiliza o governo Romeu Zema como exemplo e diz que é possível modernizar o Estado com reformas que simplifiquem as regras do jogo e aumentem a eficiência e produtividade do país.

“O governo Zema equilibrou o orçamento e, desta forma, sobrou dinheiro para investimentos para educação, em segurança, em moradia e isso beneficiou o povo mineiro. A mesma coisa vamos fazer no governo federal: sanar as contas públicas para gastar menos dinheiro pagando juros da dívida e ter mais dinheiro para investir na melhoria dos serviços públicos”, disse.

Para ele, é possível melhorar a qualidade dos serviços públicos e aumentar a eficiência dos serviços públicos sem prejudicar servidores públicos. “A reforma administrativa, que a gente propõe vai beneficiar os servidores, que podem subir na carreira de acordo com o desempenho, e afastar os funcionários ruins. É preciso separar o joio do trigo e isso é possível de ser feito”, afirmou.

Para ele, uma das soluções que o Estado tem que buscar também é a parceria público-privada, as concessões e outras parcerias com a iniciativa privada que, na opinião do candidato, podem aumentar a eficiência do serviço público.

Perfil

Felipe d’ Avila, 58 anos, nascido em São Paulo, é cientista político, mestre em administração pública pela Universidade de Harvard. Fundou, em 2008, o Centro de Liderança Pública, uma organização sem fins lucrativos dedicada à formação de líderes políticos. É escritor e tem 10 títulos publicados, sendo 10 Mandamentos: do país que somos para o Brasil que queremos a sua obra mais recente. Essa é a primeira vez em que ele se candidata ao cargo de presidente da República. O vice-presidente não foi definido ainda.

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