Alexandre Kalil afirma que não consultar prefeitos das cidades da Grande BH sobre rodoanel é crime

Clara Mariz
@clara_mariz
12/11/2021 às 19:45.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:14
 (Lucas Prates/ Hoje em Dia)

(Lucas Prates/ Hoje em Dia)

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) afirmou em suas redes sociais, nesta sexta-feira (12), que deixar de ouvir os representantes do executivo das cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, sobre o projeto do Rodoanel, é um “crime”. 

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que mantém o mesmo posicionamento do chefe do executivo. Ao ser questionada sobre a base legal do crime mencionado por Kalil, a assessoria da PBH informou que foi apenas um modo de falar. 

Não ouvir os Prefeitos da região metropolitana sobre o projeto do RODOANEL É CRIME!— Alexandre Kalil (@alexandrekalil) November 12, 2021

Projeto

A proposta do Rodoanel Metropolitano teve início em fevereiro de 2020 e foi discutida com a sociedade por meio de uma consulta pública. Em outubro deste ano, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) informou as principais mudanças no traçado proposto para o projeto. 

Na Alça Sul, houve a retirada do túnel da Serra da Calçada, bem como a mudança da localização do túnel da Serra do Rola Moça. As alterações reduzem em 1 km a extensão dos túneis.

De acordo com a secretaria, a alteração evitará eventuais impactos no aquífero Caué e reduzirá as interferências provocadas por desapropriações no polo turístico de Casa Branca, em Brumadinho, na Grande BH. O novo formato prevê que o Rodoanel circunde Ibirité e que a rodovia funcione como barreira para o Parque Estadual da Serra do Rola Moça.

O projeto, que foi inteiramente, revisado incorpora cláusulas com obrigações de minimizar os impactos ambientais e privilegiar a responsabilidade da concessionária. Foi adicionada, ainda, a atualização de preços e índices de todos os estudos de novembro de 2020 para junho de 2021, a revisão da modelagem econômico-financeira do caderno de encargos e projetos de engenharia e o aperfeiçoamento da estrutura de garantia do projeto. São previstos gastos na casa de R$ 5 bilhões, sendo que o Estado deve arcar com cerca de R$ 3 bilhões do investimento total.

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