O corpo do candidato a vereador Cássio Remis (PSDB), assassinado em Patrocínio, no Alto do Paranaíba, é velado na manhã desta sexta-feira (25) na Câmara Municipal da cidade. O enterro está previsto para o início da tarde, no cemitério Memorial Jardim dos Ipês.

O crime chocou o país por uma suposta motivação política. O início do ataque contra a vítima foi transmitido ao vivo durante uma live. Além da agressão, o momento da execução também foi registrado por câmeras de segurança.

O principal suspeito, um secretário de Obras e irmão do prefeito, segue foragido. A Polícia Civil iniciou as investigações e disse que irá solicitar a prisão preventiva do homem.

A corporação informou que ouviu algumas testemunhas. "Todas as providências já estão sendo tomadas para apurar motivação e circunstâncias do fato", reforçou.

Repercussão

O governador Romeu Zema (Novo) lamentou a execução e se disse "estarrecido" com o crime. O chefe do executivo também pediu rigor nas investigações. 

"Estarrecido com o assassinato brutal do candidato a vereador em Patrocínio, Cássio Remis. É inadmissível que o ambiente político se transforme nisso. É preciso ter tolerância. Minha solidariedade à família dele. E para criminosos que agem com brutalidade: o rigor da lei e cadeia", disse Zema.

Em nota, o presidente do PSDB em Minas, deputado federal Paulo Abi-Ackel, repudiou a violência e manifestou pesar pelo assassinato de Cássio Remis.

"O PSDB de Minas Gerais manifesta seu mais profundo repúdio à extrema violência que se abateu sobre o presidente municipal do PSDB de Patrocínio, Cássio Remis dos Santos, de 37 anos. Nenhuma divergência política justifica a substituição do debate e das diferenças por meios violentos, ainda mais em se tratando de vidas humanas". 

O crime

O assassinato ocorreu na tarde de quinta-feira (25) após uma transmissão ao vivo pelo Facebook. As imagens mostram que Remis, que fazia uma denúncia contra a prefeitura, teve o celular tomado pelo secretário. Logo depois, a vítima foi atrás do suspeito para reaver o aparelho e, durante a discussão, foi baleada cinco vezes.. 

O candidato a vereador não resistiu e morreu em frente à secretaria de obras da cidade. Logo após o crime, o secretário da pasta fugiu em uma Toyota Hilux prata. 

Cássio Remis foi eleito vereador em 2008, e presidente da Câmara em 2013/2014. O político exerceu dois mandatos consecutivos 2009/2012 e 2013/2016.

Isonomia

Prefeito de Patrocínio e irmão do suspeito, Deiró Moreira Marra garantiu que não tem relação com o crime. "Lamentamos tudo que aconteceu e essa sequência de fatos absolutamente injustificáveis, que culminaram na morte do vereador Cássio Remis por disparo de arma de fogo, infelizmente pelas mãos do meu irmão, Jorge Marra. Esperamos que todos os fatos sejam elucidados e apurados de forma transparente pelas polícias, com a mais absoluta isenção de tudo isso. É um fato que choca todos nós", declarou.

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